Bárbara Morgan processou a American Airlines por negligência após ser vítima de abuso sexual durante um voo em 2023. Ela afirma que seu relato sobre o ataque foi ignorado pela companhia. O agressor, Cherien Abraham, já tinha sido denunciado anteriormente por abusar de outra passageira. Durante o voo, Abraham tocou Morgan de forma inapropriada, e quando ela tentou alertar a equipe de bordo, não recebeu ajuda. Após o pouso, Morgan identificou Abraham e relatou o incidente à companhia, mas recebeu uma resposta genérica sem acompanhamento. Abraham foi preso em março por várias agressões a passageiras. Morgan, que viajava para encontrar seu filho, descreveu a experiência como traumática e expressou sua frustração com a falta de apoio da American Airlines. O advogado dela afirmou que a companhia ignorou avisos sobre comportamentos inadequados em seus voos, colocando os passageiros em risco. O FBI informou que agressões sexuais em voos são crimes federais, e muitos casos podem não ser denunciados. As vítimas geralmente são mulheres que viajam sozinhas e os agressores costumam ser homens. O FBI recomenda que, em caso de ataque, a vítima faça barulho e avise a tripulação imediatamente.
Uma passageira da American Airlines, Bárbara Morgan, processou a companhia por negligência após ser vítima de abuso sexual durante um voo em 2023. O incidente ocorreu em um voo noturno de San Francisco para Dallas, onde o agressor, Cherien Abraham, foi identificado. Morgan alegou que seu relato foi ignorado pela equipe da companhia.
Abraham, que já havia sido denunciado anteriormente por abusos em voos, foi preso por múltiplas agressões. A American Airlines afirmou estar colaborando com as autoridades na investigação do caso. Morgan, que viajava para encontrar seu filho, foi colocada ao lado de Abraham durante o voo. Após o ataque, ela tentou alertar os comissários de bordo, mas não obteve resposta.
Detalhes do Caso
Na petição judicial, Morgan descreveu o ataque, afirmando que Abraham tocou suas partes íntimas. Ao desembarcar, ela informou um agente da American Airlines sobre o ocorrido e identificou seu agressor. Abraham questionou por que ela não havia relatado o incidente durante o voo, ao que Morgan respondeu que temia represálias. No dia seguinte, ela contatou a companhia, mas recebeu uma resposta genérica sem acompanhamento.
O advogado de Morgan, Patrick J. Driscoll, criticou a American Airlines por ignorar alertas sobre o comportamento de Abraham. Ele afirmou que a empresa teve várias oportunidades de agir e proteger os passageiros. O FBI informou que agressões sexuais a bordo são crimes federais e que muitos casos podem não ser denunciados.
Contexto e Implicações
O FBI registrou 104 casos de agressões sexuais em voos em 2024, com a maioria das vítimas sendo mulheres que viajam sozinhas. As agressões costumam ocorrer em voos longos, onde os agressores se aproveitam da escuridão e do espaço confinado. As vítimas são aconselhadas a fazer barulho e notificar a tripulação imediatamente.
Morgan relatou que se sentiu traumatizada e invisível após o ataque. Ela esperava que a American Airlines tomasse medidas para proteger outras mulheres, mas se sentiu culpabilizada. A ação judicial foi apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, buscando responsabilizar a companhia aérea por sua conduta.
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