A COP30, conferência sobre mudanças climáticas, acontecerá na Amazônia e a presidente do GCOS, Thelma Krug, acredita que isso mostrará ao mundo a realidade das florestas e a necessidade de mais financiamento para preservá-las. Em uma entrevista, Krug destacou que a conferência permitirá que os países vejam a grande extensão das florestas e a importância de mantê-las. Ela também mencionou que as últimas conferências foram complicadas e que a COP30 será mais simples, focando na realidade dos países em desenvolvimento. Krug ressaltou que é crucial discutir a redução das emissões de gases e que a conferência pode ser um ponto de virada para implementar políticas eficazes de financiamento para o clima. Ela observou que a preocupação com esse financiamento diminuiu nos últimos anos e que é necessário um esforço conjunto entre empresas e governos para promover ações de adaptação e mitigação. Além disso, Krug alertou que é importante comunicar à população local a relevância do evento, pois muitos sentem que as melhorias são apenas por causa da conferência, sem entender que isso pode impactar seu futuro.
A COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, ocorrerá na Amazônia em 2025. A presidente do Comitê Diretor do Sistema de Observação Global do Clima (GCOS), Thelma Krug, destacou que o evento proporcionará um “choque de realidade” sobre a situação das florestas e a necessidade de financiamento para sua preservação.
Krug afirmou que a realização da COP30 permitirá que os países participantes vejam a vastidão das florestas amazônicas. Ela enfatizou que “ainda temos muita floresta e precisamos de muito dinheiro para mantê-la de pé.” A cientista acredita que a conferência pode ser um ponto de virada para implementar políticas eficazes de financiamento climático.
A presidente do GCOS também comentou sobre as edições anteriores da COP, que ocorreram em locais com forte dependência de recursos fósseis. Para ela, a COP30 será uma oportunidade para discutir a realidade dos países em desenvolvimento. “Tem de cair a ficha da realidade em que vivem os países em desenvolvimento,” disse Krug.
Financiamento e Impacto Local
Krug alertou que a preocupação com o financiamento climático diminuiu nos últimos anos, com um foco maior em conflitos armados. Ela destacou que o debate atual gira em torno de duas frentes principais: adaptação às mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
A localização da COP30 em Belém expõe a realidade das florestas e a necessidade de comunicar à população local a importância do evento. Krug ressaltou que a população deve entender que as melhorias na região estão ligadas ao evento, mesmo que indiretamente. “É importante entender a COP como algo planetário,” afirmou.
A cientista concluiu que o sucesso da COP30 dependerá do engajamento de empresas e governos em políticas públicas que incentivem investimentos em ações climáticas.
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