O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou a remoção de 4.344 imóveis no Jardim Pantanal, na zona leste da cidade, para construir um gabião, uma estrutura que ajuda a conter enchentes. As remoções ocorrerão em três fases até 2029, com um custo total de R$ 700 milhões. A primeira fase começará em julho deste ano e deve durar até outubro de 2026, removendo mil imóveis. A segunda fase, que também retirará mil casas, ocorrerá entre novembro de 2026 e junho de 2028. A última fase, que envolve a remoção de 2.344 imóveis, começará em julho de 2028 e terminará em dezembro de 2029. Após as remoções, a Sabesp fará obras de drenagem na área. O prefeito destacou que a inspetoria da Polícia Municipal Ambiental será instalada para evitar o descarte de lixo no rio Tietê, que frequentemente causa alagamentos no bairro. O Jardim Pantanal, que começou a ser ocupado de forma irregular na década de 1980, já enfrentou enchentes severas, como em 2010, quando ficou alagado por mais de 40 dias.
Um total de 4.344 imóveis serão removidos do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, para a construção de um gabião, estrutura de contenção que visa prevenir enchentes na região. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) nesta quarta-feira, 7 de maio de 2025. As remoções ocorrerão em três fases até 2029, com um orçamento total de R$ 700 milhões.
A primeira fase começará em julho de 2025 e se estenderá até outubro de 2026, removendo mil imóveis. A segunda fase, que também prevê a remoção de mil casas, ocorrerá entre novembro de 2026 e junho de 2028. A última etapa, que abrange 2.344 imóveis, terá início em julho de 2028 e deverá ser concluída até dezembro de 2029. Após as remoções, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) implementará um projeto de microdrenagem e macrodrenagem na área.
Medidas de Contenção
O prefeito Nunes destacou que a obra de contenção ocupará uma área de 4,2 quilômetros e que uma inspetoria da Polícia Municipal Ambiental será instalada para coibir o descarte de materiais que possam obstruir o rio Tietê. O Jardim Pantanal, que ocupa a várzea do rio há mais de 40 anos, é frequentemente afetado por alagamentos, com episódios severos, como o de 2010, quando a região ficou alagada por mais de 40 dias.
Em janeiro deste ano, a área enfrentou novos transtornos, com ruas inundadas e veículos submersos. Nunes já havia afirmado que incentivaria a saída dos moradores, ressaltando que “toda vez que chover, vai acontecer isso”. O prefeito também mencionou um pré-estudo para a construção de um dique, mas que custaria quase R$ 1 bilhão, inviabilizando a proposta.
Apoio às Famílias
As famílias afetadas receberão moradias custeadas pela prefeitura e pelo governo do estado, através da Cohab e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). Enquanto as novas moradias não forem garantidas, os moradores receberão auxílio-aluguel. O plano inicial da prefeitura era remover todos os moradores, mas a estratégia foi ajustada para focar nas áreas de maior risco, mais próximas do rio.
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