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Identificação de vítimas da dana em Valencia é a maior operação do século na Espanha

Identificação de vítimas da dana em Valencia revela desafios e lições, com 224 mortos e necessidade de melhorias no processo.

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Elvira Garrido-Lestache, que lidera o Instituto de Medicina Legal de Valencia, comentou sobre o trabalho de identificação das vítimas da dana que atingiu 78 municípios na província de Valencia, resultando em 224 mortes e três desaparecidos. Ela destacou que, apesar da tragédia, o processo de identificação foi eficaz e rápido, o que trouxe algum conforto às famílias. Durante um evento em Bilbao, Garrido-Lestache falou sobre os desafios enfrentados, como a incerteza inicial e a necessidade de uma melhor organização, como a centralização de informações e apoio psicológico para a equipe. O médico forense Alfonso Colorado, que coordenou a operação, também mencionou a importância de ter um líder experiente e a necessidade de evitar erros na identificação dos corpos. Ambos ressaltaram que, apesar do reconhecimento pelo trabalho realizado, existem áreas que precisam de melhorias, como a criação de um único órgão para gerenciar informações e a necessidade de assistência psicológica para os profissionais envolvidos.

A dana que atingiu a província de Valencia no final de outubro resultou em 224 mortes confirmadas e três desaparecidos. O evento devastou 78 municípios e superou o número de vítimas do atentado de 11 de março. Elvira Garrido-Lestache, responsável pelo Instituto de Medicina Legal de Valencia (IMLV), destacou a eficácia na identificação das vítimas.

Durante uma jornada organizada pelo Instituto Vasco de Medicina Legal (IVML), Garrido-Lestache afirmou que “o balanço final é positivo, dentro da desgracia”. Ela ressaltou a importância do serviço prestado às famílias, que receberam os corpos identificados em tempo recorde. A diretora do IMLV, prestes a se aposentar, enfatizou a necessidade de melhorias no processo de identificação, como a centralização de informações e apoio psicológico para a equipe.

O médico forense Alfonso Colorado, responsável pela coordenação do trabalho de identificação, também compartilhou sua experiência. Ele destacou que o maior desafio foi lidar com a incerteza inicial sobre o número de vítimas. “Era uma situação incómoda porque não sabíamos se nossas previsões iam ser suficientes”, afirmou Colorado. Ele organizou a equipe em turnos para garantir cobertura contínua, mesmo durante a noite.

A identificação dos corpos foi um processo delicado, onde cada corpo recebeu um código numérico único. Colorado alertou que uma identificação incorreta poderia comprometer todo o sistema. A validação das identificações foi feita de forma rigorosa, cruzando dados ante mortem e post mortem.

Apesar do reconhecimento pelo trabalho realizado, Garrido-Lestache apontou áreas que precisam de melhorias. A existência de duas oficinas ante mortem dificultou o atendimento às famílias, que precisaram se deslocar desnecessariamente. Além disso, a falta de um único órgão judicial para centralizar os processos foi mencionada como um ponto a ser aprimorado.

A equipe também enfrentou desafios psicológicos, sendo a Unidade Militar de Emergência (UME) a responsável por identificar a necessidade de apoio psicológico para os profissionais do IMLV. “Não tínhamos contemplada a assistência psicológica ao pessoal”, reconheceu Garrido-Lestache. O serviço de psicologia da Generalitat Valenciana foi ativado para atender essa demanda.

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