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Moradores de condomínio em Madureira são coagidos a pagar taxa a traficantes

Moradores de condomínio em Madureira são coagidos a pagar R$ 1.800 mensais a traficantes. Polícia Civil investiga a extorsão.

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Moradores de um condomínio em Madureira, Rio de Janeiro, estão sendo pressionados a pagar R$ 1.800 mensais a traficantes do Morro do São José, que é controlado pela facção TCP. O síndico do prédio convocou uma assembleia para discutir essa taxa, que seria uma forma de garantir segurança e evitar assaltos, já que outros prédios na área sofreram invasões por não pagarem. A Polícia Civil vai investigar a situação e o síndico será chamado para depor. A prática de extorsão por grupos criminosos é comum na região, e a polícia já registrou um aumento significativo de casos de extorsão no estado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma denúncia de extorsão em um condomínio em Madureira, onde moradores estariam sendo forçados a pagar uma taxa mensal de R$ 1.800 a traficantes do Morro do São José, dominado pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). O síndico convocou uma assembleia para discutir a proposta, marcada para o dia 13 de maio de 2025.

O pagamento seria uma forma de garantir segurança aos moradores, que temem assaltos e invasões, especialmente após relatos de crimes em prédios vizinhos que não aceitaram a cobrança. A situação foi revelada pela Bandnews e confirmada por outras fontes. A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), instaurará um inquérito e convocará o síndico para prestar depoimento.

A prática de extorsão por facções criminosas é recorrente no Rio de Janeiro. Em 2020, comerciantes da região já relataram cobranças de taxas mensais que chegavam a R$ 4.000. A Draco investiga a atuação de líderes do tráfico, como Wallace Brito Trindade, conhecido como Lacoste, e William Yvens da Silva, o Coelhão, que têm histórico de extorsão na área.

De janeiro a março de 2025, o estado registrou 877 casos de extorsão, o maior número para o primeiro trimestre da série histórica, representando um aumento de 6,6% em relação ao ano anterior. As delegacias com mais ocorrências são a 54ª DP (Belford Roxo), a 32ª DP (Taquara) e a 35ª DP (Campo Grande).

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