Amanda Borges da Silva, uma turista brasileira de 30 anos, foi encontrada morta em um apartamento incendiado em Narita, Japão, o que gerou preocupação na comunidade brasileira local. A repercussão do caso aumentou após um vídeo viral de uma turista ucraniana que relatou ter encontrado um homem escondido em seu hotel em Tóquio. Lilian Mishima, que dirige uma organização de apoio a mulheres no Japão, afirmou que a morte de Amanda teve um impacto maior por envolver mulheres e por causa do aumento de estrangeiros no país. Ela criticou a falta de informações da polícia e da mídia sobre o caso, que só foi coberto por uma nota regional. Amanda, que morava em São Paulo, havia descrito o Japão como seguro antes de sua morte. Sua mãe contou que ela teve uma experiência positiva ao perder uma mochila no metrô e recuperá-la intacta. A insegurança entre mulheres estrangeiras tem crescido, e Mishima pediu mais informações sobre a violência no Japão. Durante uma visita do presidente Lula ao Japão, ela e outras mulheres se reuniram com a primeira-dama, Janja, para discutir essas preocupações e oferecer apoio à família de Amanda no retorno de seu corpo.
A morte da turista brasileira Amanda Borges da Silva, de 30 anos, foi confirmada após um incêndio em um apartamento na cidade de Narita, Japão. O incidente, ocorrido na semana passada, gerou grande preocupação na comunidade brasileira local, que conta com aproximadamente 210 mil pessoas.
A repercussão do caso é intensificada por um vídeo viral de uma turista ucraniana, que relatou ter encontrado um homem escondido sob sua cama em um hotel em Tóquio. Lilian Mishima, assistente social e diretora de uma organização de apoio a mulheres no Japão, afirmou que o impacto da morte de Amanda foi muito maior do que outros casos acompanhados pelo grupo. Segundo ela, a insegurança entre mulheres estrangeiras tem aumentado, especialmente após esses eventos.
A polícia e a mídia japonesa enfrentam críticas pela falta de informações sobre a investigação. Apenas uma nota da NHK regional foi divulgada, mencionando que Amanda morreu por asfixia devido à fumaça e que um desempregado de 31 anos, natural do Sri Lanka, foi preso como suspeito de ter provocado o incêndio. Mishima questiona a escassez de comunicados oficiais e a transparência da investigação.
Amanda, natural de Caldazinha (GO) e residente em São Paulo, havia descrito o Japão como um país seguro em uma conversa com sua mãe, Valdenia. Ela relatou uma experiência positiva, onde conseguiu recuperar sua mochila esquecida no metrô. A turista ucraniana também compartilhou experiências semelhantes, reforçando a imagem de segurança do país.
Recentemente, um ataque com faca a uma mulher no metrô de Tóquio, que também viralizou, contribuiu para o clima de insegurança. Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão, Mishima e outras mulheres da comunidade brasileira se reuniram com a primeira-dama, Janja, para discutir essas preocupações. Diante das dificuldades enfrentadas pela família de Amanda para repatriar seu corpo, ela enviou uma mensagem à equipe de Janja solicitando apoio.
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