A Polícia Federal, junto com o Ministério Público Federal, realizou a Operação Tropeiros II para desmantelar uma quadrilha que enviava cocaína para a Europa pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A operação resultou em 21 mandados de busca e apreensão e identificou 18 pessoas envolvidas, incluindo empresários, doleiros, um advogado e um gerente de banco. Os criminosos usavam “mulas” para transportar a droga em malas com compartimentos falsos. Durante as buscas, foram encontradas malas preparadas para o transporte de cocaína, além de drogas sintéticas e armas. A quadrilha movimentou cerca de R$ 10 milhões, com indícios de lavagem de dinheiro e uso de criptomoedas. Os envolvidos podem enfrentar penas de até 35 anos de prisão por tráfico internacional de drogas e outros crimes. As investigações começaram em 2019, após a prisão de uma mulher que tentava embarcar com cocaína para Portugal.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta quarta-feira, a Operação Tropeiros II, visando desarticular uma quadrilha internacional que enviava cocaína da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, para a Europa. A operação resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão e na identificação de dezoito integrantes do grupo criminoso.
As investigações começaram em 2019, após a prisão de uma mulher que tentava embarcar com 3,2 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Desde então, a PF monitorou as atividades da organização, que movimentou cerca de R$ 10 milhões e utilizava mulas para transportar drogas em malas com fundo falso.
Estrutura da Quadrilha
O grupo contava com uma divisão de tarefas, incluindo doleiros, um advogado e um gerente de instituição financeira. O advogado, que defendia mulas do tráfico, se associou à quadrilha e ajudou a financiar as remessas. O gerente era responsável por ocultar movimentações financeiras, enquanto os doleiros traziam o dinheiro da venda da droga na Europa para o Brasil, utilizando métodos como pagamentos em criptomoedas.
Durante a operação, foram apreendidas malas preparadas para o transporte de cocaína e drogas sintéticas em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Duas pessoas foram presas em flagrante, uma por posse de drogas e outra por porte de arma.
Consequências Legais
Os investigados poderão enfrentar acusações de lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico transnacional de drogas. As penas, se somadas, podem chegar a 35 anos de reclusão. O nome da operação, “Tropeiros”, faz alusão aos transportadores de mercadorias no Brasil, refletindo a prática dos criminosos de enviar drogas para a Europa.
Entre na conversa da comunidade