Marcele Oliveira, uma ativista de 26 anos do Rio de Janeiro, foi escolhida como campeã climática da juventude na COP30, que acontecerá em novembro de 2023 em Belém. Ela tem a tarefa de representar os jovens nas discussões sobre mudanças climáticas e acredita que é importante trazer criatividade para essas conversas. Marcele começou seu ativismo em 2019 e já participou de conferências climáticas anteriores. Ela defende que o debate sobre o clima deve incluir questões do dia a dia e que a cultura pode ajudar na conscientização sobre o meio ambiente. Com a nova posição, ela quer facilitar a participação dos jovens nas políticas climáticas e tornar os debates mais acessíveis. Marcele também espera que a COP30 seja uma oportunidade para o Brasil se destacar nas questões climáticas, apesar dos desafios, como a infraestrutura da cidade para receber o grande número de participantes esperado.
A ativista Marcele Oliveira, de 26 anos, foi eleita campeã climática da juventude da COP30, que ocorrerá em novembro de 2023 em Belém, Brasil. Sua missão é representar os jovens nas negociações sobre mudanças climáticas e incentivar a criatividade nas discussões.
Marcele, natural do Realengo, no Rio de Janeiro, é produtora cultural formada pela Universidade Fluminense e ingressou no ativismo ambiental em 2019. Ela já participou de conferências climáticas desde a COP27, realizada no Egito em 2022. Em sua trajetória, destacou-se no movimento Parque Realengo 100% Verde, que resultou em políticas públicas para parques urbanos na cidade.
A nova campeã climática enfatiza a importância de traduzir os debates sobre clima para torná-los mais acessíveis. “Acredito que a cultura é uma estratégia essencial para a conscientização climática,” afirma. Marcele também cofundou a coalizão O Clima É de Mudança, que promove ações e eventos voltados para a juventude.
Desafios e Oportunidades
Com a expectativa de receber cerca de 50 mil pessoas, a COP30 enfrenta desafios logísticos, como a infraestrutura de Belém. Marcele sugere acampamentos como alternativa de hospedagem. Ela acredita que o evento pode ser uma oportunidade para o Brasil se afirmar como uma liderança climática.
A seleção para o cargo de jovem campeão climático teve 154 inscritos, sendo a maioria mulheres. Marcele foi incentivada a se candidatar por pessoas que reconheceram seu potencial de liderança. “Estou muito feliz e honrada com a escolha do meu nome,” comemora.
A participação ativa da juventude nas políticas climáticas é uma das prioridades de Marcele, que busca garantir que as vozes dos jovens sejam ouvidas nas negociações.
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