Edmund Hillary e Tenzing Norgay foram os primeiros a escalar o Everest em 1953. Desde então, muitas pessoas tentaram a ascensão, com um aumento recente no número de visitantes. Uma nova estrada, que liga a capital do Nepal à cidade de Surkhe, facilita o acesso ao Everest e pode aumentar o número de visitantes de 50 mil para 500 mil por ano. Embora medidas para proteger o meio ambiente tenham sido implementadas, 19 toneladas de lixo foram coletadas desde 2019. O Everest já é um destino popular, com mais de 7 mil alpinistas que escalaram a montanha, mas a superlotação e o impacto ambiental são preocupações crescentes.
Edmund Hillary e Tenzing Norgay foram os primeiros a escalar o Everest em 1953. Desde então, mais de sete mil alpinistas tentaram a ascensão, com um aumento significativo de visitantes nos últimos anos. Em 2022, o número de escaladores chegou a 861, próximo ao recorde de 2019, quando 877 pessoas completaram a expedição.
Recentemente, uma nova estrada de 64 quilômetros foi inaugurada, conectando a capital do Nepal à cidade de Surkhe, facilitando o acesso ao Everest. Essa mudança pode aumentar o número de visitantes de 50 mil para 500 mil por ano, segundo empreendedores do setor de turismo. Contudo, essa superlotação gera preocupações ambientais.
Impacto Ambiental
Apesar das medidas implementadas em 2019 para mitigar o impacto ecológico, como a proibição de plásticos descartáveis e a exigência de sacolas biodegradáveis para dejetos, 19 toneladas de lixo foram coletadas desde então. O secretário adjunto do Ministério do Turismo do Nepal, Indu Ghimire, afirmou que a situação exige atenção urgente.
O aumento da atividade humana no Everest também levou o governo a considerar a mudança do acampamento base em 2022. O calor gerado por equipamentos de cozinha e aquecimento das tendas contribui para o derretimento da Geleira Khumbu. Além disso, a falta de banheiros adequados força os alpinistas a fazerem suas necessidades na neve, acelerando a perda de gelo.
Desafios da Escalada
A escalada do Everest é um desafio que leva em média 40 dias, incluindo o tempo de aclimatação à altitude. Embora existam dezoito rotas diferentes, a maioria dos alpinistas opta pela face nepalense da montanha. O uso de técnicas de aclimatação em casa tem permitido que alguns escaladores reduzam o tempo de expedição para duas a três semanas.
Com o aumento do turismo, o Everest enfrenta um dilema: como equilibrar a atração de visitantes com a preservação do ecossistema local.
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