A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está alertando sobre golpes em que criminosos se passam por advogados para enganar pessoas envolvidas em processos judiciais. Esses golpistas usam informações de processos para convencer as vítimas a fazer pagamentos via Pix, prometendo a liberação de valores. Para combater isso, a OAB lançou a plataforma ConfirmADV, onde qualquer pessoa pode verificar a identidade de um advogado. Para usar a plataforma, é necessário informar o número de inscrição do advogado, o estado e o e-mail dele. Assim que a solicitação é feita, o advogado tem cinco minutos para confirmar sua identidade. Desde o ano passado, mais de 6.000 golpes foram registrados, com os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais sendo os mais afetados.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou a plataforma ConfirmADV para ajudar cidadãos a verificar a identidade de advogados. A iniciativa surge após mais de 6.000 golpes registrados, principalmente em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Criminosos têm se passado por advogados, utilizando informações de processos judiciais para enganar vítimas.
Os golpistas acessam dados públicos de processos e entram em contato com as partes envolvidas, geralmente por aplicativos de mensagens. Eles usam nomes reais, fotos e logotipos para criar uma aparência de legitimidade. As vítimas, muitas vezes em situações vulneráveis, são induzidas a realizar pagamentos via Pix, prometendo a liberação de valores judiciais.
O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, destacou a importância da informação correta para a prevenção de golpes. “Prevenção é uma responsabilidade coletiva”, afirmou. A plataforma ConfirmADV permite que o cidadão verifique a identidade de um advogado informando o número de inscrição na OAB, o estado de registro e o e-mail do suposto profissional.
Após o preenchimento, uma solicitação é enviada ao advogado, que tem até cinco minutos para confirmar os dados. Se a confirmação ocorrer dentro do prazo, o cidadão recebe a autenticação validada. Dados da OAB mostram que São Paulo lidera o número de denúncias, com 1.600 casos, seguido por 1.200 no Paraná e 516 em Minas Gerais.
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