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Cibercriminosos usam dados pessoais para enganar vítimas em fraudes milionárias

Grupos criminosos utilizam dados pessoais para fraudes em criptomoedas, visando perfis vulneráveis. Recentemente, a Guardia Civil desarticulou uma organização que estafou 19 milhões de euros.

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A Guardia Civil desmantelou uma organização criminosa que roubou 19 milhões de euros, usando técnicas avançadas para encontrar vítimas. Os criminosos compraram bases de dados com informações pessoais, como interesses e problemas de saúde, para criar perfis de pessoas vulneráveis, como idosos e aqueles com dificuldades emocionais. Eles utilizam anúncios falsos, muitas vezes imitando figuras públicas, para atrair essas vítimas. A compra de dados pessoais, que pode custar muito dinheiro, facilita a segmentação de anúncios em redes sociais. Os estelionatários também podem usar agências de marketing que vendem listas de contatos de potenciais vítimas. A evolução das fraudes online tem sido rápida, com valores de golpes aumentando significativamente nos últimos anos.

A Guarda Civil desarticulou uma organização criminosa que aplicou fraudes em investimentos em criptomoedas, totalizando 19 milhões de euros. Os criminosos utilizavam métodos avançados de microsegmentação e aquisição de dados pessoais para identificar vítimas vulneráveis.

Os estelionatários compravam bases de dados que continham informações detalhadas sobre os usuários, como interesses e condições de saúde. Um agente da Guarda Civil afirmou que os criminosos criavam perfis a partir de dados como pesquisas de roupas e informações médicas. “Buscam maneiras de afinar e, assim, dar com vítimas mais propícias”, explicou.

A investigação revelou que muitos dos alvos eram pessoas idosas, com histórico de doenças ou problemas emocionais. Esses fatores aumentavam a probabilidade de que caíssem em ofertas de investimento fraudulentas. Os criminosos utilizavam anúncios falsos, muitas vezes com a aparência de recomendações de figuras públicas, para atrair as vítimas.

Métodos de Fraude

Os grupos criminosos exploravam o marketing digital para direcionar anúncios a perfis específicos. “Quanto mais vida digital tivermos, mais fácil é para os criminosos”, alertaram fontes da Guarda Civil. A compra de dados pessoais, que pode custar dezenas de milhares de euros, permite que os estelionatários criem campanhas publicitárias altamente direcionadas.

Além disso, as agências de marketing vendem informações sobre potenciais vítimas, que são contatadas diretamente. Um advogado que representa vítimas destacou que o preço por cada contato pode chegar a R$ 1.250,00 em alguns casos. A evolução das fraudes online tem sido rápida, com valores de estelionatos aumentando significativamente nos últimos anos.

A Guarda Civil e a Polícia Nacional identificaram 208 vítimas ligadas a essa organização, mas acredita-se que o número real seja maior. A complexidade das fraudes e a variedade de métodos utilizados pelos criminosos refletem a crescente sofisticação do marketing digital aplicado ao crime.

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