Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desastres climáticos geram R$ 732 bilhões em prejuízos nas cidades brasileiras em 12 anos

Desastres climáticos no Brasil causaram prejuízos de R$ 700 bilhões em 12 anos, afetando 473 milhões de pessoas e exigindo ações urgentes.

0:00
Carregando...
0:00

Nos últimos 12 anos, os desastres climáticos no Brasil causaram prejuízos que ultrapassam R$ 700 bilhões, com R$ 92,6 bilhões apenas em 2024, afetando mais de 473 milhões de pessoas. A agricultura é o setor mais atingido, com perdas de R$ 325,6 bilhões. Os principais problemas são a seca, a estiagem e o excesso de chuvas, que têm se intensificado. Entre 2013 e 2024, foram registrados quase 70 mil decretos de emergência, principalmente no Nordeste devido à seca. O Rio Grande do Sul também sofreu muito, com R$ 14,5 bilhões em prejuízos em 2024, afetando a agricultura e a habitação. Mais de 90% das cidades do estado foram impactadas, e muitos serviços de saúde ainda não foram recuperados. A Confederação Nacional dos Municípios destaca que a falta de recursos do governo federal agrava a situação, e é necessário mais comprometimento para a prevenção e estruturação das cidades.

Prejuízos com desastres climáticos no Brasil superam R$ 700 bilhões em 12 anos

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que os prejuízos causados por desastres climáticos no Brasil ultrapassaram R$ 700 bilhões entre 2013 e 2024. Somente em 2024, os danos foram de R$ 92,6 bilhões, afetando mais de 473 milhões de pessoas em todo o país.

A agricultura é o setor mais impactado, com R$ 325,6 bilhões em perdas, representando quase 45% do total. Os desastres, que incluem seca, estiagem e excesso de chuvas, têm se intensificado devido à emergência climática. O estudo considera dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (S2ID/MIDR).

Impactos Setoriais

Os prejuízos se estendem a diversos setores, como pecuária (R$ 94,4 bilhões), saúde pública (R$ 86 bilhões) e abastecimento de água potável (R$ 61,2 bilhões). Entre 2013 e 2024, os gastos municipais com desastres aumentaram quase 1.000%. A seca e a estiagem lideram as decretações de emergência, com 27,9 mil registros, seguidas pelo excesso de chuvas, com 20,4 mil.

A região Nordeste concentra a maioria das decretações de seca, com destaque para a Paraíba e a Bahia. Por outro lado, o Sul do Brasil é mais afetado por chuvas extremas, com Minas Gerais registrando 14,3% dos eventos climáticos no país.

Situação no Rio Grande do Sul

Em 2024, o Rio Grande do Sul contabilizou R$ 14,5 bilhões em prejuízos, com mais de 90% das cidades afetadas. Em Canoas, 70% das unidades de saúde foram destruídas por enchentes, e o Hospital de Pronto Socorro ainda não reabriu. A prefeitura de Eldorado do Sul busca construir 1.200 casas para as famílias desabrigadas.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destaca a baixa execução orçamentária da União, com apenas 39,8% dos valores autorizados pagos. Ele enfatiza a necessidade de prevenção e estruturação das cidades para mitigar os danos futuros.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais