Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público prendeu dez pessoas ligadas ao Comando Vermelho, incluindo líderes da facção, e apreendeu armas e dólares em mansões de luxo na Barra da Tijuca. A ação, chamada de Operação Contenção, ocorreu em quatro estados e visou desmantelar a logística do tráfico e a lavagem de dinheiro. Os investigadores descobriram que a facção recrutava criminosos de outros estados para funções específicas, como transporte de armas e gestão de empresas de fachada. Durante a operação, foram expedidos 22 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão em várias cidades. A polícia identificou uma movimentação de R$ 5 milhões em menos de um mês e pediu o bloqueio de R$ 40 milhões em bens relacionados ao grupo. Os alvos da operação enfrentam acusações de tráfico de drogas, porte ilegal de armas e falsidade ideológica. A ação contou com o apoio de várias agências, incluindo a Polícia Rodoviária Federal e o Exército Brasileiro, e busca interromper as atividades do Comando Vermelho, que tem se mostrado cada vez mais sofisticado em suas operações.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público, deflagrou uma operação contra o Comando Vermelho (CV) na terça-feira, 13 de maio de 2025. A ação resultou na prisão de dez pessoas, incluindo líderes da facção, e na apreensão de armas e dólares em mansões de luxo na Barra da Tijuca. A operação, chamada Operação Contenção, abrangeu quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rondônia.
Durante a operação, os agentes encontraram um arsenal significativo, que incluía fuzis, e uma quantia expressiva em dólares. Um dos alvos, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, é considerado uma das principais lideranças do CV. A investigação revelou que a facção estava recrutando criminosos de outros estados para funções operacionais, como transporte de armas e lavagem de dinheiro.
As autoridades emitiram 22 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Maricá e Resende, no Rio, e João Pessoa, na Paraíba. A movimentação financeira do grupo foi alarmante, com R$ 5 milhões movimentados em menos de um mês. A polícia solicitou o bloqueio de R$ 40 milhões em bens relacionados ao grupo, visando desarticular sua estrutura financeira.
Alvos e Estrutura do Crime
Entre os alvos da operação estão Jonathan Ricardo de Lima Medeiros, conhecido como Dom, e Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o Da Roça. Ambos são apontados como responsáveis pela logística do CV, coordenando operações à distância do Complexo do Alemão. Os presos enfrentarão acusações de associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de armas e falsidade ideológica.
A operação é um desdobramento de esforços contínuos para combater o CV, que já teve mais de R$ 6 bilhões em bens bloqueados em fases anteriores. O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, afirmou que a ação busca interromper a engrenagem do crime, desmantelando a cadeia de fornecimento de drogas e armas. A operação contou com o apoio de diversas instituições, incluindo a Polícia Rodoviária Federal e o Exército Brasileiro.
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