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Polícia resgata 22 paraguaios em fábrica clandestina de cigarros no Rio de Janeiro

Operação resgata 22 paraguaios em fábrica clandestina de cigarros no Rio; quatro brasileiros foram presos. Adilsinho, contraventor, está foragido.

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Na manhã de segunda-feira, 12, uma operação em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, resultou no resgate de 22 paraguaios que estavam em condições de trabalho análogas à escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros. Quatro brasileiros foram presos durante a ação, que envolveu a Polícia Federal, a Polícia Civil e o Ministério Público. A fábrica estava ligada ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, que está foragido e é investigado por diversos crimes, incluindo homicídios. Os paraguaios resgatados podem ter sido atraídos com promessas de trabalho em setores como a indústria têxtil, mas acabaram sendo explorados. As autoridades estão acompanhando a situação deles e avaliando opções de proteção e regularização migratória. A operação também resultou na apreensão de maquinário e insumos para a produção de cigarros, que serão levados para a Receita Federal.

Na manhã de 12 de maio, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizaram uma operação em Vigário Geral, resultando no resgate de 22 paraguaios em condições análogas à escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros. Quatro brasileiros foram presos durante a ação, que visava desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, que permanece foragido.

Os agentes encontraram no local maquinário e produtos que abasteciam o mercado ilegal em várias regiões do estado. O delegado Felipe Montes, da PF, destacou que a operação foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas. Cinco homens foram detidos por suspeita de atuarem como gerentes e supervisores na fábrica.

Os paraguaios resgatados estavam sob condições precárias, em um alojamento insalubre e quente, com baixa circulação de ar. A investigação revelou que muitos deles foram aliciados com promessas de trabalho na indústria têxtil e na construção civil, mas acabaram sendo explorados em condições degradantes. As autoridades estão avaliando medidas de proteção e regularização migratória para os resgatados.

A operação é parte de um esforço contínuo contra a máfia dos cigarros no Rio, que já resultou em operações anteriores, incluindo uma em março de 2023, quando 23 paraguaios foram resgatados. Adilsinho é investigado por diversos crimes, incluindo homicídios e sequestros, e é considerado um dos principais líderes do tráfico de pessoas para fábricas clandestinas. Os materiais apreendidos na operação serão submetidos à perícia e levados ao Depósito da Receita Federal.

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