Natalie Pereira da Cunha, de 36 anos, vive um luto constante após a morte de sua filha, Ana Carolina, de 18 anos, que foi assassinada em fevereiro pelo namorado em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. O crime, que ocorreu após Ana decidir terminar o relacionamento, envolveu 13 facadas e é parte do aumento de 8% nos homicídios na cidade no primeiro trimestre deste ano, com 17 feminicídios, o maior número desde 2015. O namorado se entregou à polícia no dia do enterro. A dor da perda afetou toda a família, especialmente o irmão de quatro anos, que apresenta comportamentos agressivos e chora pela irmã. A zona leste lidera as estatísticas de homicídios com 44 casos, enquanto a zona sul teve 40, a norte 25, o centro 18 e a oeste apenas 5. Embora a maioria das vítimas seja do sexo masculino, os feminicídios são preocupantes. Um pesquisador aponta que o aumento do acesso a armas de fogo contribui para a violência, com 36% dos homicídios cometidos com essas armas. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo diz que está investindo em tecnologia e proteção às mulheres para combater esses crimes.
Natalie Pereira da Cunha, de 36 anos, vive um luto diário após a morte de sua filha, Ana Carolina Pereira de Santana, de 18 anos, assassinada em fevereiro pelo namorado. O crime, que ocorreu em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, é um reflexo do aumento de 8% nos homicídios na cidade no primeiro trimestre deste ano, com destaque para os 17 feminicídios, o maior número desde 2015.
Ana Carolina foi morta com 13 facadas após decidir terminar o relacionamento. O namorado, que confessou o crime, se entregou à polícia no dia do enterro. A dor da perda afetou toda a família, especialmente o irmão de quatro anos, que apresenta comportamentos agressivos e chora ao perguntar se a irmã voltará. “É muito difícil porque a gente lutou muito para a minha filha chegar onde chegou”, desabafa Natalie.
A zona leste, onde Ana Carolina morava, registrou 44 homicídios no primeiro trimestre, liderando as estatísticas da cidade. Em comparação, a zona sul teve 40 casos, a norte 25, o centro 18 e a oeste apenas 5. A maioria das vítimas é do sexo masculino, mas os feminicídios chamam atenção, como o de Elaine Domenes de Castro, assassinada pelo ex-namorado em Campos Elíseos.
O pesquisador Leonardo Carvalho, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o aumento no acesso a armas de fogo contribui para a escalada da violência. 36% dos homicídios foram cometidos com armas de fogo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que está investindo em tecnologia e inteligência para combater esses crimes, além de fortalecer a rede de proteção às mulheres.
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