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Predador antigo de três olhos surpreende por ser único entre os animais atuais

Paleontólogos revelam **Mosura fentoni**, um artrópode marinho de três olhos, ampliando a diversidade dos radiodontes do Cambriano.

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Paleontólogos descobriram um novo predador marinho chamado Mosura fentoni, que viveu há 506 milhões de anos. Os fósseis foram encontrados na Formação Burgess, no Canadá, e mostram que Mosura tinha um corpo segmentado com 16 partes e brânquias na parte de trás, algo novo entre os radiodontes. Essa característica pode ter ajudado o animal a respirar, parecido com caranguejos e insetos de hoje. O estudo, liderado pelo Dr. Joe Moysiuk, sugere que Mosura nadava como raias, usando flaps para se mover. Com o tamanho de um dedo indicador, ele tinha garras especiais para pegar presas menores. Os fósseis foram coletados ao longo de décadas, com o primeiro encontrado no início do século XX. A análise revelou detalhes sobre o sistema nervoso e circulatório do animal, oferecendo uma nova visão da vida marinha no período Cambriano. A descoberta de Mosura fentoni amplia o conhecimento sobre a diversidade dos radiodontes e ajuda a entender a evolução dos organismos marinhos antigos.

Paleontólogos descobriram um novo predador marinho, Mosura fentoni, um artrópode de três olhos que viveu há 506 milhões de anos. Os fósseis foram encontrados na Formação Burgess, no Canadá, e revelam uma nova diversidade entre os radiodontes, um grupo extinto de artrópodes.

A pesquisa, publicada na revista *Royal Society Open Science*, destaca que Mosura possui um corpo segmentado com 16 segmentos e brânquias na parte traseira, uma característica inédita entre os radiodontes. Essa adaptação pode ter ajudado o animal a capturar oxigênio, semelhante a estruturas encontradas em parentes modernos como caranguejos e insetos.

O estudo, liderado por Dr. Joe Moysiuk, curador de paleontologia do Museu de Manitoba, sugere que Mosura nadava de maneira semelhante a raias, utilizando flaps de natação. Com um tamanho aproximado do dedo indicador de um adulto, o animal apresenta garras únicas, que podem ter sido usadas para capturar presas menores.

Os fósseis de Mosura foram coletados ao longo de várias décadas, com o primeiro espécime encontrado no início do século XX por Charles Walcott. A análise dos fósseis revelou detalhes sobre o sistema nervoso e circulatório do animal, oferecendo uma visão única da vida marinha durante o período Cambriano.

A descoberta de Mosura fentoni não apenas amplia o conhecimento sobre a diversidade dos radiodontes, mas também desafia as concepções sobre a evolução do corpo desses artrópodes. A pesquisa destaca a importância da Formação Burgess para entender a evolução dos organismos marinhos e a complexidade dos ecossistemas antigos.

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