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Carreta derrama corante em córrego de Jundiaí e deixa animais silvestres azuis

Corante derramado em Jundiaí afeta fauna local e provoca morte de peixes. ONG realiza limpeza de animais, enquanto Cetesb monitora a água.

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Uma carreta que transportava corante bateu em um poste em Jundiaí, derramando cerca de dois mil litros do produto no Córrego das Tulipas. O acidente ocorreu no dia 13 e deixou a água azul, matou peixes e tingiu animais como patos, gansos e capivaras. A ONG Associação Mata Ciliar está cuidando da limpeza dos animais afetados, que incluem banhos e monitoramento da saúde deles. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) está monitorando a qualidade da água e já suspendeu a captação de água em Indaiatuba como medida de precaução. A empresa responsável pelo corante, Farkon Indústria e Comércio Químico, ainda não se pronunciou sobre o acidente. O impacto ambiental é significativo, mas as autoridades estão tomando medidas para minimizar os danos.

Uma carreta que transportava corante colidiu com um poste no bairro Jardim Tulipas, em Jundiaí (SP), na terça-feira, 13 de maio, derramando cerca de dois mil litros do produto no Córrego das Tulipas. O acidente resultou na morte de peixes e no tingimento de animais silvestres, como patos, gansos e capivaras, que ficaram com a plumagem azul.

Equipes da ONG Associação Mata Ciliar estão realizando a limpeza dos patos e gansos afetados. Até sexta-feira, 16 de maio, quatro aves haviam sido resgatadas e estão passando por um processo de desintoxicação que inclui banhos com água morna e detergente neutro. O corante, embora de baixa toxicidade em pequenas quantidades, pode ser prejudicial em grandes volumes, afetando o sistema imunológico e reprodutor, segundo Claudio da Cunha, coordenador de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia (Fatec).

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) está monitorando a qualidade da água e o impacto ambiental. A cidade de Indaiatuba suspendeu a captação de água do Rio Jundiaí como medida preventiva, enquanto Itupeva não foi afetada, pois utiliza outras fontes. O corante também se espalhou pelo asfalto onde ocorreu a colisão, e caminhões-pipa estão sendo utilizados para diluí-lo.

A empresa responsável pelo transporte do corante, Farkon Indústria e Comércio Químico, foi identificada, mas ainda não se pronunciou oficialmente. O Ministério Público instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades pela contaminação. A CETESB informou que o impacto ambiental é significativo, mas as ações de contenção estão sendo implementadas para minimizar os danos.

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