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Crianças enfrentam abusos enquanto debate se concentra em bonecas, critica ex-secretário

A polêmica em torno dos bebês reborn ganha força com críticas sobre a atenção a esses objetos, enquanto crianças reais enfrentam violências no Brasil.

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O ex-secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves, criticou a atenção que os bebês reborn, bonecas que parecem recém-nascidos, têm recebido. Ele afirmou que o foco deve ser nas crianças reais que sofrem com a violência no Brasil. Recentemente, foram apresentados projetos de lei na Câmara dos Deputados que propõem desde a proibição do atendimento a essas bonecas em hospitais até a criação de programas para quem se apega a elas. Alves ressaltou que o Brasil está enfrentando uma queda no número de nascimentos e que as bonecas devem ser vistas apenas como objetos, sem direitos. Enquanto isso, algumas cidades aprovaram iniciativas como o “Dia da Cegonha Reborn” e programas que permitem que crianças brinquem com essas bonecas. O Tribunal Superior do Trabalho lembrou que os bebês reborn não garantem direitos como licença-maternidade. Alves criticou esses projetos, dizendo que eles desviam a atenção de questões mais urgentes sobre a infância no país. Ele acredita que, se as bonecas ajudarem a ensinar cuidados com bebês, já terão cumprido uma função social.

Em meio à crescente popularidade dos bebês reborn, bonecas hiper-realistas que imitam recém-nascidos, o ex-secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves, criticou a atenção dedicada a esses objetos. Ele enfatizou que a sociedade deve focar nas crianças reais que enfrentam diversas violências no Brasil. Recentemente, três projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados, abordando desde a proibição do atendimento a essas bonecas em instituições de saúde até a criação de programas de acolhimento para aqueles que desenvolvem vínculos afetivos com elas.

Alves destacou que, enquanto se discute a relevância dos bebês reborn, o Brasil enfrenta uma queda no número de nascimentos, atingindo o menor índice em quase 50 anos. Ele argumentou que as bonecas devem ser tratadas como objetos, sem direitos, e que a atenção legislativa deveria ser voltada para as crianças que realmente precisam de proteção e apoio. O advogado também mencionou que o país é um dos mais perigosos para a população infantil, com altos índices de negligência e violência.

Iniciativas e Polêmicas

Em contrapartida, iniciativas como o “Dia da Cegonha Reborn” foram aprovadas em algumas cidades, reconhecendo o trabalho das artesãs que criam essas bonecas. A Prefeitura de Campo Grande, por exemplo, utilizou os bebês reborn para promover uma campanha de vacinação contra a gripe. O programa “Brincando com o Bebê Reborn”, lançado pelo prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, visa permitir que crianças tenham acesso gratuito a esses brinquedos.

Além disso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) lembrou que os bebês reborn não garantem direitos como a licença-maternidade. Alves criticou a atenção dada a esses projetos, afirmando que eles podem ser mais uma forma de os parlamentares buscarem visibilidade sem abordar questões mais urgentes relacionadas à infância no Brasil. Ele concluiu que, se os bebês reborn servirem para ensinar cuidados com recém-nascidos, já terão cumprido uma função social.

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