Um homem foi preso no Rio de Janeiro por suspeita de tortura contra sua enteada de 4 anos, que chegou ao hospital em estado crítico. A criança apresentava múltiplas lesões, incluindo perfuração intestinal e fratura no braço. A mãe da menina está sendo investigada por possível omissão e envolvimento nos abusos, já que mensagens entre ela e o suspeito mostram que ela sabia das agressões. O delegado responsável pelo caso afirmou que a situação é grave e que o homem tem antecedentes criminais. A polícia está apurando se outras crianças também foram vítimas. A menina, que passou por cirurgia e está internada, foi levada ao hospital após sofrer paradas cardíacas e apresentar hematomas. A mãe, que temia represálias, precisou ser protegida no hospital devido à reação de outras mães. As investigações continuam, e o suspeito pode ser acusado de tentativa de homicídio qualificado.
Um homem foi preso temporariamente na noite de sexta-feira, em Paciência, Zona Oeste do Rio, por suspeita de tortura contra sua enteada, de 4 anos. A criança chegou ao Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) em estado crítico, apresentando perfuração intestinal, fratura no braço e sepse abdominal.
O caso é investigado pela 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador). A menina foi levada ao hospital em 6 de maio, após sofrer quatro paradas cardíacas e apresentar múltiplos hematomas. O estado de saúde dela é grave, mas estável, e ela permanece sedada e sob cuidados intensivos.
A mãe da criança está sendo investigada por possível omissão e envolvimento nos abusos. Mensagens de celular entre ela e o companheiro indicam que ela tinha conhecimento das agressões. O delegado Felipe Santoro afirmou que é necessário entender se a mãe também cometeu os maus-tratos ou se apenas omitiu as ocorrências.
A prisão do suspeito é considerada crucial para que a mãe possa relatar os fatos sem medo. A polícia apura se outras crianças, incluindo irmãs da vítima, também foram vítimas do agressor, que já possui antecedentes criminais por violência doméstica e importunação sexual.
As investigações revelaram que a criança era frequentemente trancada em banheiros escuros e forçada a ingerir fezes. As agressões eram justificadas como “quedas” ou “acidentes”. O delegado Santoro classificou o caso como tortura sistemática, com sinais de perversidade incomuns.
A prisão foi decretada com base em indícios de autoria e na gravidade dos crimes. O suspeito negou as acusações e pode responder por tortura, um crime hediondo, podendo evoluir para tentativa de homicídio qualificado. As investigações continuam, incluindo a análise de aparelhos eletrônicos apreendidos.
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