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Júri popular dá início ao julgamento de torcedor do Flamengo por homicídio

Julgamento de suspeito pela morte de torcedora do Palmeiras começa em breve; pais buscam justiça após quase dois anos de luto.

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Gabriela Anelli Marchiano, torcedora do Palmeiras, morreu em julho de 2023 após ser atingida por uma garrafa durante uma briga entre torcedores em São Paulo. Seus pais, Dilcilene e Ettore, estão em luto e relatam que suas vidas mudaram completamente. O julgamento de Jonathan Messias Santos da Silva, suspeito de jogar a garrafa, começará em 19 de outubro de 2023. Ele nega as acusações, mas um laudo em 3D sugere que ele foi o responsável. A defesa questiona a certeza das provas, enquanto os advogados da família de Gabriela esperam apresentar novas evidências e acreditam que ele pode ser condenado a até 30 anos de prisão. Dilcilene e Ettore ainda não sabem se uma possível condenação trará algum alívio para a dor da perda da filha.

Faz quase dois anos que Dilcilene Prado Anelli dos Santos e Ettore Marchiano enfrentam um luto profundo pela morte da filha, Gabriela Anelli Marchiano, torcedora do Palmeiras. Gabriela, de 23 anos, faleceu em 10 de julho de 2023, após ser atingida por uma garrafa durante uma briga entre torcedores nas proximidades do Allianz Parque, em São Paulo. Desde então, o casal relata que suas vidas estão “anestesiadas”, sem prazer nas atividades cotidianas.

A expectativa de justiça se intensifica com o julgamento de Jonathan Messias Santos da Silva, suspeito de ser o autor do arremesso que causou a morte de Gabriela. O júri popular está agendado para 19 de outubro de 2023, no Fórum da Barra Funda. Jonathan, que se encontrava preso desde julho, nega as acusações. A principal evidência contra ele é um laudo em 3D, que simula a cena do crime e sugere que ele lançou a garrafa que atingiu a jovem.

Os pais de Gabriela, que se afastaram de seus empregos e buscam terapia para lidar com a dor, expressam um desejo de responsabilização. “Parece que o ano passado não existiu”, afirmou Dilcilene, refletindo sobre a mudança em suas vidas e no convívio social. A juíza responsável pela prisão de Jonathan destacou a gravidade do ato, considerando-o um indicativo de personalidade violenta.

A defesa de Jonathan argumenta que o laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo apenas sugere uma probabilidade de sua culpabilidade. O advogado José Victor Moraes Barros questionou a certeza do perito sobre a autoria do crime. Por outro lado, os advogados da família de Gabriela afirmam que apresentarão novas provas e estão confiantes em uma condenação que pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

Dilcilene e Ettore ainda não sabem se uma possível condenação trará algum alívio. “Isso ainda é uma interrogação para nós”, disse a mãe, ressaltando que a dor pela perda da filha permanece.

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