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Caixa milionária do CV é revelada em mensagens de advogados e tráfico de drogas

Comando Vermelho revela movimentação de R$ 13,9 milhões e trégua durante G20; facção busca evitar conflitos em meio a investigações.

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Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que o Comando Vermelho tinha R$ 13,9 milhões em caixa em fevereiro de 2024, com o dinheiro destinado a pagar advogados e comprar armas e drogas. As conversas foram entre Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca, e Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, que está preso. Eles discutiram gastos como R$ 55 mil com advogados e R$ 39 mil para comprar 30 kg de maconha. O dinheiro veio principalmente da venda de drogas, com mais de R$ 1 milhão arrecadados com cocaína e maconha, além de R$ 168 mil recebidos de líderes de favelas. A PF não deu detalhes sobre a investigação, mas as mensagens também indicam que o CV ordenou uma trégua durante a reunião do G20 no Rio de Janeiro em 21 e 22 de fevereiro de 2024, a pedido de uma autoridade não identificada. Naldinho pediu que os membros da facção evitassem conflitos e roubos durante o evento e reforçou a necessidade de responsabilidade entre eles.

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelam que o Comando Vermelho (CV) possuía R$ 13,9 milhões em caixa em fevereiro de 2024. O montante seria destinado ao pagamento de advogados e à aquisição de armas e drogas. As informações foram obtidas a partir de conversas entre membros da cúpula da facção.

Os diálogos foram trocados entre Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca, chefe do tráfico do Complexo da Penha, e Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, que está preso no Complexo de Gericinó. As mensagens detalham as entradas e saídas financeiras do CV, incluindo despesas como R$ 55 mil com advogados e R$ 39 mil para a compra de 30 kg de maconha.

Despesas e Fontes de Renda

O caixa do CV também registrou gastos com “casas de apoio” em várias cidades, totalizando R$ 30 mil. A maior parte do dinheiro teria sido obtida por meio da venda de drogas, com mais de R$ 1 milhão arrecadados com a comercialização de cocaína e maconha. Além disso, R$ 168 mil foram recebidos de líderes locais em favelas como Guandu e Manguinhos.

A PF não confirmou detalhes sobre as investigações, limitando-se a afirmar que não se manifesta sobre casos em andamento. As mensagens também indicam que o CV ordenou uma trégua durante a reunião do G20, que ocorreu no Rio de Janeiro em 21 e 22 de fevereiro de 2024. A ordem de trégua foi enviada por Naldinho, em resposta a um pedido de uma autoridade não identificada.

Ordem de Trégua

O comunicado enviado por Naldinho solicitava que os membros da facção mantivessem a calma durante a cúpula internacional, evitando conflitos e roubos. Em uma mensagem posterior, ele reforçou que a facção não toleraria mais desculpas para ações violentas, destacando a necessidade de responsabilidade entre os integrantes do CV.

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