Uma adolescente de 14 anos foi entrevistada após ser apreendida em uma operação da Polícia Civil do Paraná que investigou crimes na internet. Ela faz parte de um grupo no Discord que promovia eventos violentos, incluindo um ataque a um morador de rua, que foi filmado e transmitido ao vivo. A jovem disse que atuava como “gerente de dados” e que o grupo tinha mais de 3 mil membros. O líder do grupo é um homem de 25 anos chamado Andrei. Ela contou que os participantes que organizavam eventos violentos ganhavam popularidade e que participou de cerca de 300 transmissões ao vivo. Além de gravar os vídeos, ela também ameaçava vítimas que não queriam continuar no grupo. A adolescente revelou que, em alguns momentos, se sentiu como uma vítima do próprio grupo e que já se automutilou fora do ambiente online. Ela acredita que, se seus pais tivessem monitorado melhor seu uso do celular, sua história poderia ter sido diferente.
A Polícia Civil do Paraná realizou uma operação contra crimes cibernéticos, resultando na apreensão de adolescentes envolvidos em atividades ilegais online. Uma das apreendidas, uma jovem de 14 anos, foi entrevistada pelo programa *Profissão Repórter*.
Durante a entrevista, a adolescente revelou sua função como “gerente de dados” em um grupo no Discord, que promovia eventos violentos, incluindo um ataque a um morador de rua no Rio de Janeiro. O crime foi transmitido ao vivo nas redes sociais. A entrevista foi autorizada pela Justiça e pela família da jovem.
A investigação aponta que, além dela, três outros jovens foram apreendidos. A adolescente afirmou que atuou no grupo por cerca de um ano e meio, que contava com mais de três mil participantes. O líder do grupo é um homem de 25 anos, identificado como Andrei. Ela explicou que a hierarquia do grupo favorecia aqueles que promoviam eventos violentos, tornando-os populares.
A jovem relatou ter participado de aproximadamente 300 eventos transmitidos ao vivo. Além de gravar os vídeos, ela também ameaçava vítimas que não queriam continuar no grupo. Em sua narrativa, a adolescente expressou que, em certos momentos, se sentiu como uma vítima do próprio grupo e mencionou episódios de automutilação fora do ambiente online.
Ela acredita que, se seus pais tivessem monitorado melhor seu uso do celular, sua trajetória poderia ter sido diferente. A operação da Polícia Civil destaca a necessidade de atenção aos riscos das interações online entre jovens.
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