Pesquisadores descobriram pegadas fossilizadas na Austrália que mudam a forma como entendemos a evolução dos vertebrados. Essas marcas, datadas de 356 milhões de anos, mostram que os primeiros vertebrados totalmente terrestres apareceram 40 milhões de anos antes do que se pensava. As pegadas foram encontradas na Formação Snowy Plains, em Victoria, que fazia parte do supercontinente Gondwana. Elas pertencem a um animal com cinco dedos e garras, que caminhava em solo exposto, indicando que já estava adaptado à vida na terra. Antes, os fósseis mais antigos de amniotas eram de cerca de 318 milhões de anos e encontrados na América do Norte e Europa. Essa nova descoberta sugere que a diversificação dos vertebrados terrestres começou logo após uma grande extinção. As pegadas têm semelhanças com as de pequenos lagartos modernos e ajudam a preencher uma lacuna no registro fóssil. Embora ainda não tenham encontrado ossos do animal, as trilhas são a evidência mais antiga de um vertebrado que viveu totalmente em terra. Os cientistas esperam que novas escavações na área revelem mais fósseis que ajudem a entender melhor esse animal e sua importância na história evolutiva.
Um conjunto de pegadas fossilizadas descobertas no sudeste da Austrália está desafiando a compreensão atual sobre a evolução dos vertebrados. Datadas de 356 milhões de anos, essas marcas indicam que os primeiros vertebrados totalmente terrestres surgiram 40 milhões de anos antes do que se acreditava. A pesquisa foi publicada na revista Nature.
As pegadas, deixadas por um animal de cinco dedos com garras bem definidas, foram encontradas na Formação Snowy Plains, em Victoria. Esse local fazia parte do supercontinente Gondwana. A preservação das marcas, que ainda mostram vestígios de chuvas antigas, sugere que o animal caminhava em solo exposto, reforçando sua adaptação ao ambiente terrestre.
Até então, os fósseis mais antigos de amniotas eram datados de cerca de 318 milhões de anos e encontrados na América do Norte e Europa. A nova descoberta australiana não apenas redefine essa linha do tempo, mas também sugere que a diversificação dos vertebrados terrestres começou logo após a extinção que encerrou o Devoniano.
Implicações da Descoberta
As pegadas apresentam características morfológicas semelhantes às de pequenos lagartos modernos, indicando um animal plenamente terrestre. Essa descoberta ajuda a preencher uma lacuna conhecida como “Romer’s Gap”, um intervalo de 20 milhões de anos no registro fóssil entre o final do Devoniano e o Carbonífero Médio. A presença de pegadas tão antigas sugere que a transição para a vida terrestre ocorreu de forma mais rápida e diversificada do que se pensava.
Embora ossos fossilizados do animal ainda não tenham sido encontrados, as trilhas são consideradas a evidência mais antiga de um vertebrado com ciclo de vida totalmente terrestre. Pesquisadores esperam que novas escavações na região revelem fósseis que confirmem a identidade do animal e aprofundem a compreensão sobre sua anatomia e papel na história evolutiva dos vertebrados.
Entre na conversa da comunidade