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Santuário em Sinaloa fecha e transfere 700 animais devido à violência do narcotráfico

Sinaloa fecha santuário de animais e transfere 700 bichos para Mazatlán, fugindo da violência do narcotráfico que assola a região.

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A violência do narcotráfico em Sinaloa, especialmente em Culiacán, levou ao fechamento do santuário Ostok, onde 700 animais, como leões, tigres e elefantes, foram transferidos para Mazatlán. O diretor do santuário, Ernesto Zazueta, explicou que a decisão foi tomada devido a ameaças, roubos e dificuldades em alimentar os animais, já que a violência na região dificultava o acesso a suprimentos. A transferência, considerada a maior do tipo no México, foi feita com cuidado, sedando os animais mais perigosos e utilizando guindastes para os elefantes. Zazueta destacou que a situação em Culiacán se tornou insustentável e questionou como os humanos poderiam viver em um lugar onde os animais não conseguem mais ficar. Desde o início do conflito entre os cartéis, mais de 1.200 pessoas morreram e cerca de 1.400 estão desaparecidas.

A violência do narcotráfico em Sinaloa forçou o fechamento do santuário Ostok, resultando na transferência de 700 animais para Mazatlán. O santuário, localizado em Culiacán, enfrentou ameaças, extorsões e dificuldades para alimentar os animais, conforme relatou o diretor Ernesto Zazueta.

A relocação, considerada a maior do tipo no México devido à violência, ocorreu em meio a intensos conflitos entre facções do cartel de Sinaloa. Zazueta destacou que a decisão de fechar o santuário foi motivada por ameaças à equipe, além de roubos e tentativas de extorsão. A transferência dos animais, que inclui elefantes, tigres e leões, foi realizada para o Bioparque El Encanto, a 212 quilômetros de distância.

Os problemas enfrentados pelo santuário começaram a se agravar em setembro de 2024, quando a violência na região aumentou. Zazueta afirmou que a saúde dos animais deteriorou-se devido à dificuldade em obter alimentos, com bloqueios e insegurança impedindo o acesso a fornecedores. A equipe teve que sedar os animais mais perigosos para garantir a segurança durante a mudança.

A transferência simboliza resistência à violência que assola Culiacán, onde mais de 1.200 mortes e cerca de 1.400 desaparecimentos foram registrados desde o início do conflito. O diretor do santuário questionou: “Se os animais não podem mais viver em Culiacán, quem poderá?” Essa situação reflete a grave crise de segurança que afeta a população local.

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