Estudantes da PUC-SP estão em paralisação há quatro dias para protestar contra discriminação racial e pedir melhorias na infraestrutura da universidade. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, ganhou força após a queda de parte do teto de um prédio e a filmagem de um rato no restaurante universitário. A reitoria fechou o restaurante e disse que está tomando providências. Os alunos de vários cursos, como Relações Internacionais e Psicologia, estão participando da greve e pedem um currículo antirracista e refeições mais baratas. A reitoria afirmou que está aberta ao diálogo e que a universidade continua funcionando normalmente, embora reconheça que as reivindicações são legítimas. Além disso, a PUC esclareceu que a queda do teto foi menor do que foi divulgado e que não houve feridos.
Uma paralisação de estudantes da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) completou quatro dias nesta quinta-feira (22). O movimento, organizado pelo coletivo Saravá, denuncia discriminação racial e exige melhorias na infraestrutura da universidade. A mobilização ganhou força após a queda de parte do teto de um prédio na segunda-feira (19), durante uma assembleia.
Na quarta-feira (21), um rato foi filmado no restaurante universitário, o que levou a reitoria a interditar o espaço. Em comunicado, a instituição informou que as refeições seriam servidas em marmitas durante a interdição, com reabertura prevista para a tarde do mesmo dia. A PUC-SP afirmou que o restaurante é gerido por uma empresa terceirizada e que “providências cabíveis estão sendo tomadas”.
Estudantes de diversos cursos, como Relações Internacionais e Psicologia, aderiram à paralisação. Um aluno, que preferiu não se identificar, comentou sobre a resistência de alguns estudantes do curso de Direito em apoiar as demandas, citando um “elitismo” que prioriza as provas em detrimento da luta contra o racismo. Entre as reivindicações estão a criação de um currículo antirracista e a redução do preço das refeições.
O coletivo Saravá recebe relatos anônimos de discriminação, incluindo casos de racismo velado e estigmatização de alunos negros e bolsistas. A nova reitoria da PUC-SP, que assumiu neste ano, declarou que a universidade funciona normalmente e que as atividades acadêmicas e administrativas estão em curso. A reitoria também ressaltou que a situação do teto foi mal interpretada, afirmando que não houve queda em salas de aula, mas apenas um descolamento de estuque em um corredor.
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