Cerca de 700 animais, incluindo leões, tigres-de-bengala e elefantes, foram transferidos de um santuário em Culiacán, Sinaloa, para o bioparque El Encanto em Mazatlán, devido à violência do narcotráfico na região. A transferência foi necessária para proteger os animais, que estavam enfrentando problemas de saúde por causa da dificuldade em alimentá-los, já que bloqueios e tiroteios se tornaram comuns. Os responsáveis pelo santuário também sofreram ameaças e extorsões. A operação de transferência foi cuidadosa, usando sedativos para os animais mais perigosos e equipamentos especiais para os elefantes. Desde o início do conflito, 14 felinos foram apreendidos de criminosos que os mantinham como símbolos de status, mas os animais resgatados não puderam ser levados para o bioparque por questões legais. O diretor do santuário destacou que essa ação representa uma resistência à violência em Culiacán, onde mais de 1.200 pessoas foram mortas e 1.400 estão desaparecidas.
Leões, tigres-de-bengala e elefantes foram retirados de um santuário em Culiacán, Sinaloa, devido à crescente violência do narcotráfico. A transferência, que envolveu 700 animais, ocorreu para garantir a segurança deles em meio ao conflito que assola a região desde setembro de 2024.
Os animais foram levados para o bioparque El Encanto, em Mazatlán, a 220 quilômetros de distância. O diretor do santuário Ostok, Ernesto Zazueta, destacou que a saúde dos animais deteriorou-se devido à dificuldade em alimentá-los, já que bloqueios e tiroteios tornaram-se comuns. A situação se agravou a ponto de os responsáveis pelo santuário sofrerem ameaças e extorsões.
A transferência foi realizada com cautela, utilizando sedativos para os animais mais perigosos, como leões e tigres. Para os elefantes, foram necessários contêineres e um guindaste. Zazueta descreveu a operação como uma “Arca de Noé em pleno século XXI”, onde os animais fogem da insegurança e do medo.
Desde o início do conflito, as autoridades apreenderam 14 felinos que pertenciam a criminosos, que costumam mantê-los como símbolos de status. Animais resgatados não puderam ser transferidos para o bioparque devido a processos legais em andamento. Em uma inspeção anterior, um leão africano morreu devido a tratamento inadequado.
Zazueta enfatizou que a transferência simboliza resistência à violência em Culiacán. Com mais de 1.200 mortos e 1.400 desaparecidos, a situação levanta a questão: se os animais não podem viver em Culiacán, quem poderá?
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