Após a dispersão do principal ponto da cracolândia em São Paulo, usuários de drogas estão se reunindo em novas áreas, especialmente sob o Minhocão. Isso preocupa os moradores da região e levou a operações da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, que ocorreram sem a presença de assistência social. Durante uma dessas operações, cerca de cem usuários foram abordados, mas não houve prisões. Moradores notaram um aumento no número de usuários, que agora se concentram embaixo do Minhocão, causando barulho e até agressões. A Polícia Militar também fez operações em outras áreas, mas muitos usuários continuaram consumindo crack sem serem incomodados. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a situação não é um espalhamento da cracolândia e que o trabalho de combate ao tráfico e assistência social continua. A Secretaria de Segurança Pública está monitorando os espaços públicos para identificar usuários e traficantes. A situação na cracolândia e o reagrupamento de usuários em novas áreas continuam a ser um desafio para as autoridades e uma preocupação para os moradores do centro de São Paulo.
Mais de uma semana após a dispersão do principal ponto da cracolândia em São Paulo, usuários de drogas têm se reagrupado em novas áreas, especialmente sob o Minhocão. A situação tem gerado preocupação entre os moradores da região, levando a operações da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM) sem a presença de assistência social.
Na noite de quarta-feira (21) e madrugada de quinta, a reportagem observou o consumo de crack e abordagens da GCM e PM na avenida São João. Em uma operação, cerca de cem usuários foram abordados sob o Minhocão, mas não houve prisões ou flagrantes. Esses dois quarteirões se tornaram um novo ponto de consumo, com usuários permanecendo no local até a manhã.
Moradores relatam um aumento significativo no número de usuários, que agora se concentram embaixo do Minhocão. A designer Barbara de Biasi, 29 anos, destacou que a situação se agravou, com barulho excessivo e até agressões a moradores. A professora Bianca Ramos, 31 anos, observou que o número de usuários cresceu de dez para quase cem em poucos dias.
Operações e Monitoramento
Além das ações sob o Minhocão, a PM também realizou operações em outras áreas, como a avenida Duque de Caxias. Um oficial informou que agentes de diferentes batalhões estavam presentes para aprender procedimentos, caso a cracolândia se espalhe para suas regiões. Apesar das operações, muitos usuários continuavam consumindo crack nas proximidades sem serem incomodados.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que não houve espalhamento da cracolândia e atribuiu a situação às operações na favela do Moinho. Ele destacou que o trabalho de combate ao tráfico e de assistência social continua, visando a diminuição do número de dependentes químicos na região. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também afirmou que está monitorando os espaços públicos para identificar usuários e traficantes.
A situação na cracolândia e o reagrupamento de usuários em novas áreas continuam a ser um desafio para as autoridades e uma preocupação crescente para os moradores do centro de São Paulo.
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