A COP30, conferência de clima da ONU, acontecerá em novembro em Belém, Brasil. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enviou uma carta pedindo que os países voltem a trabalhar juntos nas negociações climáticas. Ele destacou a importância de discutir combustíveis fósseis e a adaptação às mudanças climáticas na reunião que ocorrerá em Bonn, Alemanha, em junho. A carta menciona a necessidade de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para enfrentar as mudanças climáticas. O evento em Bonn é visto como crucial para preparar as discussões que ocorrerão em Belém. A presidência brasileira quer que as negociações avancem e não sejam adiadas, pois isso pode prejudicar a confiança no processo multilateral. Além disso, a carta pede um esforço conjunto para aumentar o uso de energias renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
A presidência da COP30, conferência de clima da ONU, convocou os países a resgatarem o multilateralismo nas negociações climáticas. O apelo foi feito pelo embaixador André Corrêa do Lago em uma carta divulgada nesta sexta-feira, 23 de maio. A reunião preparatória ocorrerá em Bonn, Alemanha, entre 16 e 26 de junho.
A carta destaca a urgência de discutir combustíveis fósseis e adaptação climática. Este será o primeiro evento formal de negociações do ano e é considerado crucial para avançar nas pautas da COP30, que acontecerá em Belém, Pará, em novembro e dezembro. O documento enfatiza que a procrastinação nas decisões pode erodir a confiança no processo multilateral.
O evento em Bonn terá como foco principal a adaptação climática, que envolve ações para aumentar a resiliência aos efeitos do aquecimento global. A COP30 também visa revisar as metas do Acordo de Paris, especialmente após o aumento de 1,5ºC na temperatura global desde a era pré-industrial. A conferência no Brasil herdou a missão de destravar o financiamento climático, um dos principais obstáculos nas últimas edições.
A presidência brasileira propõe mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais para enfrentar as mudanças climáticas. A carta menciona a necessidade de triplicar a capacidade global de energia renovável e dobrar a eficiência energética. Apesar de a COP30 ter abordado pela primeira vez o tema dos combustíveis fósseis, ambientalistas consideram que as ações ainda são insuficientes.
André Corrêa do Lago afirmou que é essencial reconstruir a credibilidade do processo multilateral. O documento não menciona diretamente conflitos globais, mas ressalta a importância da colaboração entre os países para evitar impasses nas negociações.
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