A COP30, conferência de clima da ONU, acontecerá em Belém (PA) entre novembro e dezembro de 2025. O presidente da conferência, André Corrêa do Lago, pediu que os países trabalhem juntos para enfrentar a crise climática e mencionou pela primeira vez a questão dos combustíveis fósseis em uma carta divulgada recentemente. Ele alertou que a falta de progresso nas negociações pode prejudicar a confiança no trabalho conjunto necessário para lidar com as mudanças climáticas. A conferência terá como foco a adaptação climática e a revisão das metas do Acordo de Paris, especialmente agora que a temperatura global já aumentou 1,5ºC desde a era pré-industrial. Também será discutido como desbloquear o financiamento climático, que precisa de US$ 1,3 trilhão por ano. Corrêa do Lago destacou a importância de ações concretas, como acabar com o desmatamento e promover energia renovável, além de um afastamento justo dos combustíveis fósseis. Ele reafirmou que o tema dos combustíveis fósseis será abordado nas discussões em Bonn, na Alemanha, e ressaltou a necessidade de diálogo entre os países para alcançar resultados efetivos.
A presidência da COP30, conferência de clima da ONU, convocou os países a resgatarem o multilateralismo em meio à crise atual. O apelo foi feito pelo presidente André Corrêa do Lago durante a reunião em Bonn, na Alemanha, onde a carta divulgada nesta sexta-feira (23) abordou pela primeira vez o tema dos combustíveis fósseis. O evento, que ocorrerá em Belém (PA) entre novembro e dezembro de 2025, é crucial para revisar as metas do Acordo de Paris.
Na carta, Corrêa do Lago destacou que seria um grande desperdício se as negociações em Bonn fossem marcadas por procrastinação. Ele alertou que a falta de progresso erodirá a confiança no processo multilateral, essencial para enfrentar as mudanças climáticas. O tema principal da conferência de Bonn será a adaptação climática, com foco em tornar a vida mais resiliente aos efeitos do aquecimento global.
A COP30 tem como objetivo principal revisar as metas do Acordo de Paris, especialmente considerando que a temperatura global já aumentou 1,5ºC em relação à era pré-industrial. Além disso, a conferência herdou a missão de destravar o financiamento climático, um dos principais obstáculos enfrentados nas últimas edições. Para isso, será necessário mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais para enfrentar as mudanças climáticas.
A presidência brasileira enfatizou a importância de ações concretas, como o fim do desmatamento e a transição energética. A carta menciona a necessidade de triplicar a capacidade global de energia renovável e promover um afastamento dos combustíveis fósseis de forma justa. Apesar do avanço, ambientalistas consideram que as medidas ainda são insuficientes.
André Corrêa do Lago reafirmou que o tema dos combustíveis fósseis será tratado em Bonn, destacando a importância de resgatar a credibilidade do processo multilateral. A carta não abordou diretamente questões como a volta de Donald Trump ao poder ou conflitos internacionais, mas enfatizou a necessidade de diálogo e colaboração entre os países para alcançar resultados efetivos nas negociações climáticas.
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