Dário Antônio Raffaele D’Ottávio, um idoso de 88 anos, foi encontrado morto em sua casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, após mais de um ano sem ser visto. O corpo estava em estado avançado de decomposição, e a casa estava vedada para esconder o cheiro. Os filhos de Dário, Marcelo e Tania, foram presos por ocultação de cadáver e resistência à polícia, pois tentaram impedir a entrada dos agentes. A polícia chegou ao local após denúncias de maus-tratos. Durante a abordagem, Marcelo agrediu um policial. Ambos foram levados para um hospital para atendimento psiquiátrico. A investigação sugere que Dário pode ter morrido de causas naturais, mas também investiga se os filhos ocultaram o corpo para continuar recebendo seus benefícios financeiros, que somavam cerca de R$ 5.000 por mês. A polícia encontrou bens novos na casa, levantando suspeitas sobre sua origem. Um exame cadavérico será feito para determinar a causa e a data da morte. A audiência de custódia dos irmãos está marcada para esta sexta-feira.
Dário Antônio Raffaele D’Ottávio, um idoso de 88 anos, foi encontrado morto em sua casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, após mais de um ano sem ser visto. O corpo estava em estado avançado de decomposição, em um quarto da residência, que estava vedada para evitar que o cheiro fosse percebido pelos vizinhos.
Os filhos de Dário, Marcelo Marchese D’Ottavio e Tania Conceição Marchese D’Ottavio, foram presos por ocultação de cadáver e resistência à ação policial. A polícia chegou até o local após denúncias de maus-tratos e a ausência prolongada do idoso, que era querido na comunidade. Vizinhos relataram que não o viam desde o final de 2023.
Durante a abordagem, os irmãos tentaram impedir a entrada dos policiais e Marcelo chegou a agredir um deles. Após a prisão, ambos foram medicados e internados no Hospital Evandro Freire para atendimento psiquiátrico. O delegado Felipe Santoro, da 37ª DP, solicitou a conversão da prisão em preventiva, temendo que os irmãos pudessem intimidar testemunhas.
Investigação em Andamento
A investigação aponta para a possibilidade de morte natural, mas também considera a hipótese de que os filhos possam ter ocultado o corpo para continuar recebendo benefícios financeiros. Dário recebia aproximadamente R$ 3.500 de aposentadoria e um salário mínimo de pensão por morte, totalizando cerca de R$ 5.000 mensais. A polícia investiga se os irmãos sacaram esses valores após a morte do pai.
Os policiais encontraram bens novos na casa, levantando suspeitas sobre a origem dos itens. O delegado Santoro informou que um exame cadavérico será realizado para determinar a causa e a data da morte, que pode ter ocorrido há mais de seis meses. Além disso, um ofício foi enviado ao INSS para verificar se Dário recebia benefícios e quando foram os últimos pagamentos.
A situação dos irmãos será avaliada quanto a possíveis transtornos psiquiátricos, e a possibilidade de homicídio não está descartada. A audiência de custódia está marcada para esta sexta-feira, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão dos acusados.
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