A Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou a Operação Torniquete para investigar um esquema de resgate de veículos roubados. A operação foca em quatro empresas que receberam mais de 11 milhões de reais para devolver carros furtados, muitas vezes em conluio com criminosos, o que contribui para o aumento dos roubos no estado. As equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra sócios e funcionários dessas empresas, que negociavam diretamente com assaltantes para recuperar os veículos. Em média, 6 mil reais eram pagos por cada carro recuperado, com um tempo médio de apenas quatro dias entre o roubo e a recuperação. O secretário de Segurança Pública destacou a gravidade do esquema, que envolve áreas dominadas por facções criminosas. Desde setembro de 2024, a operação já resultou na prisão de mais de 520 pessoas e na recuperação de veículos e cargas avaliados em 37 milhões de reais. A investigação continua para desmantelar completamente essa rede criminosa.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Torniquete, que investiga um esquema de resgate de veículos roubados. A ação foca em quatro empresas que, em um ano, receberam mais de R$ 11 milhões para devolver automóveis furtados. As investigações apontam que essas empresas atuavam em conluio com criminosos, aumentando o número de roubos no estado.
As equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriram mandados de busca e apreensão contra sócios e funcionários das empresas. O esquema envolvia empresas conhecidas como “pronta resposta”, que negociavam diretamente com assaltantes e traficantes para a devolução dos veículos. O objetivo era evitar que cooperativas de proteção veicular indenizassem os clientes com base na tabela Fipe.
Funcionamento do Esquema
A investigação revelou que, em média, R$ 6 mil eram pagos por veículo recuperado, com um tempo médio de apenas quatro dias entre o roubo e a recuperação. As empresas atuavam principalmente em áreas dominadas por facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. A polícia identificou que mais de 1.600 veículos foram recuperados por essas empresas, que lucravam consideravelmente com o esquema.
O secretário de Segurança Pública, Victor César dos Santos, destacou a gravidade da situação, afirmando que essa operação é a primeira de sua magnitude relacionada ao roubo de veículos. A ação visa não apenas desmantelar o esquema, mas também identificar os responsáveis pelas negociações de resgate.
Consequências e Desdobramentos
A operação já resultou na prisão de mais de 520 pessoas e na recuperação de veículos e cargas avaliados em R$ 37 milhões desde setembro de 2024. O delegado André Neves alertou sobre as consequências para aqueles que se beneficiam desse sistema criminoso. A investigação continua em andamento, com o objetivo de desarticular completamente essa rede de crime organizado.
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