As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no início de 2023 foram registradas por fotógrafos locais e suas imagens ganharam prêmios no World Press Photo 2025. Amanda Perobelli, com quatro fotos premiadas, capturou a série “As Piores Enchentes do Brasil”, mostrando os efeitos das chuvas em Canoas, onde 15 mil pessoas foram evacuadas. Ela enfrentou dificuldades para se deslocar devido às mudanças constantes nas condições das estradas. Anselmo Cunha, outro fotógrafo, registrou a cena de um aeroporto inundado e também falou sobre a dor de receber notícias de amigos desaparecidos. Ambos destacam como as mudanças climáticas afetam a vida das pessoas e a força da natureza. As fotos premiadas serão exibidas no Rio de Janeiro e depois em outras cidades, com entrada gratuita.
Enchentes no Rio Grande do Sul são retratadas em premiação internacional
As enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul no início de 2023 foram documentadas por fotógrafos locais, resultando em prêmios no World Press Photo 2025. As imagens de Amanda Perobelli e Anselmo Cunha destacam a urgência das mudanças climáticas.
Amanda Perobelli, com quatro registros premiados, capturou a série “As Piores Enchentes do Brasil”, que retrata os impactos das chuvas em Canoas. A cidade, uma das mais afetadas, viu 15 mil pessoas evacuadas e 11 bairros em alerta. A fotógrafa relembra a dificuldade de se deslocar em uma área com constantes bloqueios e mudanças nas condições.
“Eu passava a maior parte do tempo dirigindo, por horas e horas, para fazer o trabalho. Os caminhos e lugares que eram acessíveis mudavam de um dia para o outro”, conta Amanda. A gravidade da situação se tornou evidente quando ela viu o bairro de Mathias Velho completamente inundado, com pessoas sendo resgatadas por voluntários e bombeiros.
Desafios e registros impactantes
Anselmo Cunha, fotógrafo nascido em Porto Alegre, também registrou a tragédia. Sua imagem “Aeronave em Pista Inundada”, capturada no Aeroporto Internacional Salgado Filho, foi premiada na categoria Individual da América do Sul. Ele destaca a dificuldade emocional de manter o foco no trabalho enquanto recebia notícias de amigos desaparecidos.
Cunha fez o registro a partir de um helicóptero, após solicitar permissão ao exército. “No momento em que vi a cena, imediatamente pude perceber sua grandeza. Ao fazer a foto, enviei-a ao meu editor dizendo que havia conseguido um ótimo registro”, relata.
Ambos os fotógrafos enfatizam a lição sobre os efeitos do aquecimento global. Anselmo observa que mesmo estruturas tecnológicas avançadas, como um avião, podem ser subjugadas pela força da natureza. As imagens premiadas estarão em exibição no Rio de Janeiro, de 27 de maio a 20 de julho, e depois seguirão para São Paulo, Curitiba e Salvador. A entrada é gratuita.
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