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Polícia Civil desmantela esquema de fraude milionária no transporte público do Rio

Operação Caronte investiga fraude de R$ 900 milhões no transporte público do Rio, com mandados de busca e penas de até 30 anos.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou a Operação Caronte para investigar um esquema de fraude no transporte público que envolve o Bilhete Único Intermunicipal. A operação busca cumprir nove mandados de busca em casas e empresas de pessoas envolvidas, que são acusadas de desviar dinheiro público ao registrar passageiros que não existiam. A organização criminosa movimenta cerca de R$ 900 milhões por ano, causando prejuízos significativos. Os fraudadores usavam cartões de bilhetagem para validar viagens falsas, gerando créditos que eram reembolsados pelo estado. Em um caso, foram registradas 34 validações em uma hora em uma van vazia. Os envolvidos, incluindo dirigentes de cooperativas, podem enfrentar penas de até 30 anos de prisão por crimes como peculato e lavagem de dinheiro. A operação também visa apreender documentos e bens de origem suspeita, além de identificar novos participantes do esquema.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Caronte, que investiga um esquema de fraude no transporte público envolvendo o Bilhete Único Intermunicipal. A operação visa cumprir nove mandados de busca e apreensão em residências e empresas de permissionários de vans, acusados de desviar recursos públicos ao transportar passageiros “fantasmas”.

Os investigadores estimam que a organização criminosa movimenta cerca de R$ 900 milhões anualmente, com prejuízos que podem alcançar dezenas de milhões de reais por ano. O esquema envolve linhas intermunicipais de transporte entre cidades da Baixada Fluminense e o Centro do Rio. Os fraudadores utilizavam cartões do Riocard vinculados ao Bilhete Único e ao sistema de bilhetagem eletrônica para validar viagens inexistentes, burlando os repasses do estado.

Em uma das situações apuradas, foram registradas mais de 34 validações em apenas uma hora em uma van que comporta 15 pessoas, sem que ninguém entrasse no veículo. Os permissionários realizavam múltiplas validações sequenciais, muitas vezes com o veículo parado e vazio. Cada validação gerava um crédito a ser reembolsado pelo estado, como se uma viagem legítima tivesse ocorrido.

Investigação e Consequências

A investigação, que contou com depoimentos de testemunhas e cruzamento de dados do sistema de bilhetagem, revelou movimentações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas. Entre os investigados estão dirigentes de cooperativas e operadores de linhas suspeitas de funcionarem como “fábricas de bilhetes falsos”. Um dos líderes do grupo movimentou mais de R$ 1,2 milhão em seis meses, sendo R$ 259 mil em dinheiro vivo.

A operação tem como objetivo apreender documentos, celulares, veículos de alto valor e joias de origem suspeita. Os envolvidos poderão responder por crimes de peculato, lavagem de capitais e constituição de organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 30 anos de reclusão. Participam da operação equipes da Delegacia dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da 109ª DP (Sapucaia) e outras delegacias especializadas.

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