Grace e Piero são trabalhadores sexuais no Quênia, enfrentando violência e exploração enquanto tentam sustentar suas famílias. Grace, que começou a se prostituir aos 28 anos após ser abandonada pelo marido, relata um incidente em que um cliente italiano a forçou a ter relações sexuais de forma agressiva. Ela vive em uma casa simples em Watamu, uma área turística cheia de europeus, especialmente italianos. Piero, que começou a se prostituir aos 23 anos, também lida com a pressão de agradar turistas, principalmente mulheres mais velhas. Ambos compartilham experiências de abuso e desilusão, como promessas não cumpridas de um futuro melhor. A prostituição no Quênia não é ilegal, mas as trabalhadoras enfrentam discriminação e violência, e muitas vezes são tratadas como criminosas. Mary, outra trabalhadora sexual, fala sobre a violência que sofre e a luta para cuidar de seus filhos, revelando que muitas jovens são atraídas para esse mundo por falta de opções. Apesar das dificuldades, ela e outras mulheres buscam apoio em organizações que oferecem assistência médica e jurídica. A situação é complicada, com muitos turistas ignorando a exploração que ocorre ao seu redor, enquanto os trabalhadores lutam para sobreviver em um ambiente hostil.
A prostituição em regiões turísticas do Quênia, como Watamu e Malindi, é marcada pela exploração de trabalhadores sexuais, principalmente por turistas europeus. Grace, de 34 anos, e Piero, de 29 anos, compartilham suas experiências de violência e luta diária para sustentar suas famílias.
Grace começou a se prostituir aos 28 anos, após ser abandonada pelo marido. Ela relata ter enfrentado situações de abuso, como quando um cliente italiano tentou forçá-la a ter relações sexuais não consensuais. “Sou pobre, mas não me pode tratar assim”, afirmou. Atualmente, ela vive em uma casa simples e luta para cuidar de seus dois filhos.
Piero, que também se dedica à prostituição, destaca a pressão que os trabalhadores sexuais enfrentam para agradar os turistas. Ele menciona que muitos clientes são homens europeus mais velhos, que frequentemente tentam forçá-los a realizar atos sexuais sem proteção. “Se me forçam, eu vou embora”, disse Piero, que agora é portador do HIV e se recusa a ter relações sem preservativo.
A realidade da prostituição no Quênia é complexa e envolve questões de pobreza e exploração. Muitos trabalhadores sexuais, como Grace e Piero, enfrentam não apenas a violência física, mas também a discriminação e a falta de apoio das autoridades. A prostituição não é ilegal no país, mas as mulheres frequentemente são alvo de abusos e a polícia tende a proteger os clientes.
Mary, uma trabalhadora sexual de 41 anos, também relata experiências traumáticas, incluindo agressões físicas e tentativas de roubo. Ela enfatiza que muitos clientes preferem mulheres mais jovens, o que aumenta a vulnerabilidade das novatas. “A maioria dos estrangeiros quer garotas jovens para controlar”, afirmou.
Organizações de apoio, como o Bar Hostess Empowerment and Support Program (BHESP), oferecem assistência médica e jurídica a trabalhadores sexuais. Mary, que faz parte dessa rede, sonha em deixar a prostituição em três anos, mas enfrenta dificuldades financeiras. “Preciso alimentar meus filhos e não posso parar agora”, concluiu.
A situação em Watamu e Malindi reflete um ciclo de exploração que afeta muitos quenianos, enquanto turistas europeus continuam a buscar serviços sexuais em um ambiente marcado pela desigualdade.
Entre na conversa da comunidade