MC Poze do Rodo foi preso na manhã de quinta-feira, 29, por suspeita de apologia ao crime e ligação com o Comando Vermelho. A polícia investiga seus shows em áreas controladas pela facção, onde traficantes armados costumam estar presentes. Esses eventos, segundo a polícia, ajudam a facção a lucrar com a venda de drogas, o que financia mais armas e crimes. Após a prisão, o rapper Oruam, que também já teve problemas com a polícia, defendeu Poze nas redes sociais, dizendo que ele não tem relação com facções e criticou a forma como a abordagem policial foi feita. Oruam, filho de um dos líderes do Comando Vermelho, já foi investigado e preso, mas liberado depois de assinar um termo. A situação de ambos os rappers levanta questões sobre a conexão entre a música e o crime no Brasil.
MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quinta-feira, 29, sob suspeita de apologia ao crime e envolvimento com o Comando Vermelho (CV). A Polícia Civil investiga a realização de seus shows em áreas dominadas pela facção, onde a presença de traficantes armados é comum. Segundo a polícia, esses eventos são utilizados pela facção para aumentar os lucros com a venda de drogas, revertendo os recursos para a aquisição de mais armamentos e equipamentos para a prática de crimes.
Após a prisão, o rapper Oruam, que também já enfrentou investigações policiais, defendeu Poze nas redes sociais. Ele afirmou que o cantor não tem envolvimento com facções e criticou a abordagem policial, questionando a necessidade de algemá-lo e a forma como foi tratado. Oruam, filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, frequentemente se manifesta contra ações policiais.
Oruam, que foi uma das atrações do Lollapalooza em 2024, já havia sido investigado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Rio de Janeiro. Ele foi preso em flagrante por favorecimento pessoal, mas liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência. A situação de ambos os rappers levanta questões sobre a relação entre a música e o crime organizado no Brasil.
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