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Huaraz busca justiça climática e responsabiliza empresa por desastres ambientais

Após a derrota judicial de Luciano Saúl Lliuya, tribunal alemão reconhece a responsabilidade das empresas nas mudanças climáticas.

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Em dezembro de 1941, a cidade de Huaraz, no Peru, foi devastada por um deslizamento de rochas, água e gelo, causado pelo colapso da laguna glaciar Palcacocha, resultando na morte de 5.000 pessoas. Esse evento trágico levou a cidade a reconhecer os riscos climáticos. Recentemente, Luciano Saúl Lliuya, um morador de Huaraz, processou a empresa alemã RWE, alegando que suas emissões de gases de efeito estufa contribuíram para a crise climática. Embora tenha perdido o caso, o tribunal reconheceu que as empresas têm responsabilidade na crise climática. O tribunal afirmou que há evidências de que as emissões de gases de efeito estufa, em grande parte provenientes de grandes empresas, causam danos significativos. Essa decisão abre um caminho para a justiça ambiental, mostrando que é possível responsabilizar quem causa danos ao meio ambiente.

Huaraz, no Peru, viveu um desastre em 1941 com o colapso da laguna glaciar Palcacocha, resultando na morte de cinco mil pessoas. O evento, conhecido como fenômeno GLOF (Glacial Lake Outburst Flood), gerou uma onda de rochas, água e gelo que devastou a cidade. Desde então, a região se comprometeu a lembrar desse risco climático.

Recentemente, Luciano Saúl Lliuya, um líder comunitário de Huaraz, processou a empresa alemã RWE por sua contribuição nas emissões de gases de efeito estufa. Apesar de perder o caso, o tribunal reconheceu a responsabilidade das empresas na crise climática. O processo foi baseado no artigo 1004 do Código Civil Alemão, que permite a um indivíduo solicitar medidas judiciais para proteger sua propriedade.

O tribunal, ao decidir em 28 de maio, afirmou que as emissões de gases de efeito estufa são uma causa reconhecida da crise climática. Embora Lliuya não tenha sido indenizado, a decisão destacou que as empresas, como a RWE, têm responsabilidades significativas. O percentual de emissões da RWE, cerca de 0,5%, é comparável a 300 milhões de automóveis em operação por dez anos.

A luta de Lliuya representa um passo importante na busca por justiça climática. O reconhecimento judicial da responsabilidade das empresas pode abrir novos caminhos para ações legais contra aqueles que contribuem para a crise climática. A memória do desastre de Huaraz e a determinação de Lliuya são fundamentais para a mobilização em torno da justiça ambiental.

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