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Polícia do Rio desarticula facção cearense que comandava crimes à distância na Rocinha

Operação na Rocinha revela esconderijo de facção cearense que ordenou mil homicídios. Um policial foi baleado e criminosos fugiram.

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Uma operação das polícias do Rio de Janeiro e do Ceará aconteceu na Rocinha para prender líderes do tráfico cearense, incluindo Anastácio Paiva Pereira, conhecido como Doze ou Paizão. Ele é acusado de comandar o crime no Ceará a partir do Rio. Durante a ação, um policial foi baleado, mas está fora de perigo. A operação, que envolveu cerca de 400 policiais, buscava cumprir 29 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Os criminosos, que se escondiam em um imóvel de luxo na Rocinha, são suspeitos de ordenar mais de mil homicídios no Ceará nos últimos dois anos. Foram apreendidos armamentos e drogas, mas os principais alvos conseguiram fugir para a mata. A investigação revelou que os criminosos do Ceará pagavam para ficar protegidos no Rio, onde continuavam a coordenar atividades criminosas.

Uma operação conjunta entre as polícias do Rio de Janeiro e do Ceará foi realizada na manhã de sábado, 31, na Rocinha, visando capturar líderes do tráfico de drogas cearense. O principal alvo, Anastácio Paiva Pereira, conhecido como Doze ou Paizão, é apontado como chefe do Comando Vermelho no Ceará e está foragido. Durante a ação, um policial foi baleado no pescoço e levado ao Hospital Miguel Couto, onde permanece fora de perigo.

Cerca de 400 policiais, incluindo agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), participaram da operação, que tinha como objetivo cumprir 29 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Apesar do grande efetivo, os principais alvos conseguiram fugir para a mata. A operação foi monitorada em tempo real, com apoio de drones e helicópteros.

A investigação revelou que Doze coordenava atividades criminosas à distância, a partir de uma mansão de luxo na Rocinha, que contava com piscinas aquecidas, área gourmet e uma academia. O imóvel, conhecido como “República do Ceará”, servia como base para a facção, que ordenou mais de mil homicídios no Ceará nos últimos dois anos. Durante a operação, foram apreendidos quatro fuzis, duas pistolas, um revólver, um fuzil de airsoft, munição e 204 quilos de drogas.

O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, destacou que a parceria entre os estados é crucial para combater o crime organizado, que se tornou interestadual. Ele afirmou que os criminosos do Ceará pagam aos do Rio por proteção e estadia, criando uma rede de apoio que facilita a continuidade de suas atividades ilícitas.

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