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Violência policial contra ambulantes no Brás aumenta após assassinato de senegalês

Repressão policial no Brás aumenta, com 23 casos de violência contra ambulantes, incluindo assassinato e extorsão por PMs.

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A repressão policial contra ambulantes no Brás, em São Paulo, tem aumentado, especialmente com a Operação Delegada, que visa fiscalizar o comércio informal. Em abril de 2024, o senegalês Ngagne Mbaye foi assassinado por um policial durante uma dessas operações, o que gerou indignação. O Centro Gaspar Garcia documentou 23 casos de violência contra ambulantes, incluindo agressões e extorsão por parte da polícia. Um ambulante, que pediu para não ser identificado, relatou ter sido agredido e preso sem provas, apenas por tentar proteger sua mercadoria. O clima de medo é constante, e muitos trabalhadores não se sentem seguros para denunciar abusos. O relatório do Centro Gaspar destaca que a violência é direcionada principalmente a pessoas negras, especialmente imigrantes africanos. Além disso, há denúncias de uma milícia que extorque ambulantes, cobrando taxas para permitir que trabalhem. A prefeitura afirma apoiar o comércio informal, mas muitos ambulantes relatam que precisam pagar propinas para manter seus pontos de venda. A situação é alarmante e reflete um padrão de violência e discriminação sistemática na região.

A repressão policial contra ambulantes no Brás, São Paulo, tem se intensificado, com o Centro Gaspar Garcia documentando 23 casos de violência, incluindo agressões e extorsão. O assassinato do senegalês Ngagne Mbaye, em abril de 2024, é um dos episódios mais graves dessa escalada.

Entre janeiro e maio de 2025, foram registrados pelo menos oito casos de violência policial na região, que é o maior polo de confecção de roupas do Brasil. O assassinato de Mbaye, de 34 anos, ocorreu durante uma operação contra vendedores ambulantes, quando ele foi atingido por um tiro. M.*, um amigo de Mbaye, relatou que a repressão tem sido brutal, com a Operação Delegada, que envolve policiais militares em folga, sendo apontada como responsável pela violência.

O Centro Gaspar Garcia afirma que a repressão aumentou nos últimos anos, com os policiais da Operação sendo os principais perpetradores de abusos. M. foi preso em setembro de 2024 ao tentar proteger sua mercadoria e relatou ter sido agredido por policiais. Ele afirmou: “Fui tratado como um criminoso. Nos batem, levam nossas coisas. Se tentamos nos defender, podemos ser mortos.”

O relatório do Centro Gaspar destaca que a violência é sistemática e afeta principalmente trabalhadores negros, especialmente migrantes de países africanos. A advogada Ananda Endo ressaltou que muitos ambulantes têm medo de denunciar, especialmente após o assassinato de Mbaye, que gerou um clima de terror na comunidade.

Casos de extrema violência incluem um ambulante que foi agredido com um disparo de arma de choque e outro que sofreu ofensas racistas durante uma abordagem policial. O relatório também menciona um esquema de extorsão envolvendo policiais, que cobravam taxas para permitir a permanência dos ambulantes em suas atividades.

A Ouvidoria da Polícia de São Paulo recebeu treze denúncias de abusos contra ambulantes na região, enquanto a Prefeitura afirmou que a Operação Delegada é uma iniciativa para reforçar a segurança, mas não respondeu sobre as acusações de violência. As denúncias de abusos são tratadas em sigilo pelas corregedorias competentes.

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