No dia 5 de junho de 2015, um terremoto de magnitude 6.0 atingiu o Monte Kinabalu, na Malásia, durante uma excursão escolar, resultando na morte de 18 pessoas, incluindo estudantes e professores de Singapura. Dez anos depois, os sobreviventes Prajesh Patel e Emyr Uzayr voltaram ao monte para lembrar os amigos que perderam. Eles se reuniram com Cornelius Sanan, o guia que salvou Patel, e juntos relembraram o dia trágico. Patel, que ficou preso em uma árvore por horas, não se lembrava de muitos detalhes, enquanto Uzayr recordava com clareza o momento do terremoto. Durante a escalada, eles enfrentaram desafios, mas também tiveram a chance de ouvir histórias de moradores locais sobre aquele dia. Apesar das dificuldades, a experiência os ajudou a honrar a memória dos que não voltaram. O monte agora tem uma equipe de resgate e melhorias na segurança, mas as lembranças de 2015 ainda permanecem.
Sobreviventes retornam ao Monte Kinabalu em homenagem a tragédia de 2015
No dia 5 de junho de 2025, sobreviventes do terremoto de 2015 no Monte Kinabalu, na Malásia, revisitaram o local para honrar os amigos perdidos. Prajesh Patel e Emyr Uzayr, que estavam entre os sobreviventes, relembraram a tragédia que resultou na morte de dezoito pessoas, incluindo estudantes e professores de uma escola de Singapura.
O terremoto de magnitude 6.0 ocorreu durante uma expedição escolar, quando 29 alunos e oito professores tentavam escalar a montanha. O evento desencadeou um deslizamento de terra que sepultou parte do grupo. Patel, então com apenas 11 anos, foi encontrado pendurado em uma árvore por um guia de montanha, Cornelius Sanan, que o salvou após horas de busca.
Os dois sobreviventes decidiram retornar ao monte para enfrentar seus medos e buscar um fechamento emocional. Durante a escalada, eles se reencontraram com Sanan, que lembrou de Patel e de suas “sapatos mágicos” laranja, que simbolizavam a esperança em meio à tragédia. Patel, agora com 21 anos, usava um colar religioso que também estava com ele no dia do terremoto.
A escalada foi marcada por desafios, incluindo um dia extra devido à chuva intensa. Durante esse tempo, os sobreviventes ouviram histórias de moradores locais sobre o desastre. Uzayr, que se recorda claramente do dia fatídico, descreveu o momento em que a terra tremeu e as rochas começaram a cair. Ele ficou gravemente ferido, mas sobreviveu.
Patel, por outro lado, tem memórias fragmentadas do evento. Sanan, que também perdeu um primo na tragédia, ajudou a preencher as lacunas da história de Patel. Ele mostrou o local onde o garoto foi encontrado, ressaltando a fragilidade da vida e a importância da solidariedade naquele dia.
A segurança nas trilhas do Monte Kinabalu foi aprimorada desde a tragédia, com equipes de resgate disponíveis diariamente. Apesar das mudanças, as memórias do evento de 2015 permanecem vivas. Uzayr destacou que, em tudo o que fazem, eles carregam as memórias dos amigos que não puderam voltar.
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