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Filhos mantêm corpo do pai em casa por até dois anos e são presos no Rio

Filhos de idoso encontrado em decomposição são investigados por ocultação de cadáver e podem ter recebido benefícios previdenciários por anos.

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Dário Antonio Raffaele D’Ottavio, um idoso de 88 anos, foi encontrado morto em sua casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, com o corpo em estado avançado de decomposição. Laudos do Instituto Médico Legal indicam que ele pode ter morrido entre seis meses e dois anos antes da descoberta. Seus filhos, Marcelo e Tânia, foram presos por ocultação de cadáver e resistência à prisão. A polícia investiga se eles mantiveram o corpo para continuar recebendo os benefícios previdenciários do pai, que somavam cerca de R$ 5.000 mensais. Vizinhos relataram que Dário não era visto há aproximadamente dois anos e que Marcelo frequentemente gritava que havia matado o pai. O corpo foi encontrado coberto por cal e plástico em um quarto da casa, que estava vedado para esconder o odor. A causa da morte não pôde ser determinada devido ao estado de decomposição, mas não foram encontrados sinais de violência. A investigação continua, e os filhos devem passar por exames psiquiátricos.

O corpo de Dário Antonio Raffaele D’Ottavio, de 88 anos, foi encontrado em estado avançado de decomposição em sua residência na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu em 21 de maio após denúncias de vizinhos. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML) indicam que Dário pode ter morrido entre seis meses e dois anos antes da descoberta.

Os filhos de Dário, Marcelo Marchese D’Ottavio, de 51 anos, e Tânia Conceição Marchese D’Ottavio, de 55 anos, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver, resistência e lesão corporal. O corpo estava coberto por cal e plástico em um quarto vedado para evitar o odor. A polícia investiga se os filhos mantiveram o corpo para continuar recebendo benefícios previdenciários do pai, que totalizavam cerca de R$ 5 mil mensais.

O laudo do IML não conseguiu determinar a causa da morte, classificada como indeterminada devido ao estado de decomposição. Não foram encontrados sinais de violência. Vizinhos relataram que Dário não era visto há aproximadamente dois anos e que Marcelo frequentemente afirmava ter matado o pai, o que era interpretado como um desvio psiquiátrico.

A polícia já solicitou à Justiça a realização de exames psiquiátricos nos dois filhos. Marcelo está internado no Hospital Psiquiátrico Philippe Pinel, enquanto Tânia está sob custódia da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP). A investigação continua, e a possibilidade de homicídio não está descartada.

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