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A OMM projeta aquecimento global recorde e impactos climáticos severos até 2029

O Pacífico Sudoeste enfrenta o ano mais quente já registrado, com 10% da superfície marítima afetada por ondas de calor e prejuízos de US$ 430 milhões.

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Em 2024, o Pacífico Sudoeste teve o ano mais quente já registrado, com temperaturas 0,48 °C acima da média dos últimos anos. Aproximadamente 10% da superfície do mar sofreu com ondas de calor, prejudicando ecossistemas e economias locais. O aumento do nível do mar causou sérios danos em ilhas como Fiji, onde casas foram submersas e plantações destruídas. Além disso, ciclones e chuvas extremas afetaram milhões de pessoas, resultando em prejuízos de US$ 430 milhões. Estima-se que 50.000 moradores de ilhas do Pacífico enfrentem deslocamento a cada ano devido às mudanças climáticas. As geleiras na Nova Guiné estão derretendo rapidamente e podem desaparecer até 2026.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que 2024 foi o ano mais quente já registrado no Pacífico Sudoeste, com 10% da superfície marítima afetada por ondas de calor. O fenômeno resultou em deslocamentos forçados e prejuízos de US$ 430 milhões. O relatório destaca que o aumento das temperaturas e a elevação do nível do mar estão prejudicando ecossistemas e economias locais.

As temperaturas médias na região superaram em 0,48 °C a média de 1991 a 2020. O impacto das mudanças climáticas é evidente, com ciclones e chuvas extremas afetando milhões de pessoas. Em 2024, foram registrados 12 ciclones tropicais nas Filipinas, resultando em mais de 1,4 milhão de deslocados e danos significativos à infraestrutura.

Aumento do Nível do Mar

O aumento do nível do mar tem causado sérios problemas em ilhas como Fiji, onde casas foram submersas e plantações destruídas. A Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que a combinação de calor e acidificação do oceano está causando danos duradouros aos ecossistemas marinhos. Estima-se que, a cada ano, 50 mil ilhéus enfrentam o risco de deslocamento devido às mudanças climáticas.

As geleiras na Nova Guiné também estão em risco, com uma redução de 30% a 50% desde 2022. Se as condições atuais persistirem, elas podem desaparecer até 2026. O relatório da OMM ressalta que a situação climática na região é alarmante e requer atenção urgente.

Previsões Futuras

A OMM projeta que as temperaturas globais continuarão em níveis recordes nos próximos anos. Entre 2025 e 2029, há 80% de chance de que pelo menos um dos anos supere 2024 como o mais quente já registrado. O aquecimento global está se intensificando, e as consequências para as sociedades e economias são cada vez mais graves.

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