Uma fábrica clandestina de salgados foi fechada no Andaraí, Zona Norte do Rio, após uma operação policial. O local funcionava sem licença e em condições muito sujas, com baratas e ratos. Seis pessoas foram presas, incluindo cinco sírios e um taxista que fazia entregas. Aproximadamente uma tonelada de alimentos impróprios foi descartada. Os salgados, como quibes e esfirras, eram vendidos em barracas em várias áreas da cidade, mesmo com a fábrica já interditada desde novembro de 2024. A polícia está investigando a situação legal dos estrangeiros, que alegam ser refugiados. O ambiente da fábrica era insalubre, com restos de comida espalhados e utensílios em péssimas condições. Os presos devem passar por uma audiência para decidir sobre a liberação ou não.
Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) e da 32ª DP (Taquara) descobriram uma fábrica clandestina de salgados no Andaraí, Zona Norte do Rio, nesta quarta-feira (4). O local operava sem licença da Vigilância Sanitária e em condições insalubres, com a presença de baratas e ratos. Seis pessoas foram presas, incluindo cinco sírios e um taxista que realizava entregas.
A operação resultou no descarte de aproximadamente uma tonelada de alimentos impróprios para consumo, como quibes e esfirras, que eram vendidos em barracas em diversos pontos da cidade, incluindo Leblon, Ipanema e Barra da Tijuca. A polícia estima que a fábrica comercializava cerca de dez mil salgados por dia, cada um vendido por R$ 2,00.
O delegado Wellington Vieira, da Decon, informou que a fábrica já havia sido interditada em novembro de 2024, mas continuava a operar. O local, uma casa alugada na Rua Amaral, apresentava condições precárias de higiene, com alimentos armazenados de forma inadequada e utensílios sujos. A Vigilância Sanitária foi acionada para verificar a situação.
Situação dos Detidos
Os seis detidos foram autuados por crimes contra a relação de consumo e associação criminosa. A situação legal dos sírios será investigada, com a colaboração da Polícia Federal e da Embaixada da Síria. O advogado Felipe Prazeres Mourelle, que acompanhou o caso, afirmou que muitos dos detidos não tinham relação com a fábrica e trabalhavam em barracas próximas.
Durante a operação, foram apreendidas cinco barraquinhas e quatro máquinas de cartões. Os presos passarão por audiência de custódia, onde um juiz decidirá sobre a validade do flagrante e a possível liberação dos detidos. A polícia também planeja solicitar o cancelamento do contrato de locação da casa para evitar que a fábrica volte a funcionar.
Entre na conversa da comunidade