Entre 2015 e 2024, o Brasil enfrentou eventos climáticos extremos que causaram prejuízos de R$ 61 bilhões em infraestrutura e serviços públicos. O valor foi utilizado para reparar estradas, redes de energia, hospitais e sistemas de saneamento afetados por secas, enchentes e tempestades. Em 2024, 44% das instituições financeiras relataram impactos diretos de eventos climáticos, […]
Entre 2015 e 2024, o Brasil enfrentou eventos climáticos extremos que causaram prejuízos de R$ 61 bilhões em infraestrutura e serviços públicos. O valor foi utilizado para reparar estradas, redes de energia, hospitais e sistemas de saneamento afetados por secas, enchentes e tempestades.
Em 2024, 44% das instituições financeiras relataram impactos diretos de eventos climáticos, um aumento significativo em relação aos anos anteriores. O índice saltou de 17% em 2023 e 16% em 2022. As enchentes no Rio Grande do Sul e as secas no Sudeste foram os principais fatores que contribuíram para esse aumento.
Especialistas alertam que esses dados indicam um “novo normal” de riscos climáticos, onde perdas por inadimplência e queda na produção agropecuária se tornam comuns. O impacto da crise climática não é mais uma ameaça futura, mas uma realidade presente e crescente. Quando o mercado não considera esses riscos, a conta acaba recaindo sobre governos e contribuintes.
Para enfrentar essa situação, é necessário adotar três medidas principais: generalizar divulgações climáticas, realizar testes de estresse específicos e promover investimentos em ativos sustentáveis. Essas ações podem direcionar capital para melhorias em drenagem urbana, restauração de ecossistemas e modernização de redes elétricas.
O Brasil já enfrenta extremos climáticos simultâneos, como estiagens no Centro-Oeste e chuvas intensas no Sul. A cada desastre, a reconstrução compete com áreas essenciais como saúde e educação no orçamento público. Investir em adaptação é mais econômico do que reconstruir repetidamente.
Com a COP30 em Belém se aproximando, o Brasil tem a oportunidade de liderar uma agenda que integre a precificação de riscos climáticos e o financiamento de adaptações. O cálculo econômico já demonstra que a emergência climática é uma realidade que exige ação imediata. Dar preço ao risco é essencial para redirecionar investimentos e construir uma economia resiliente.
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