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Comércio ilegal de armas, veículos e drogas se intensifica em grupos de WhatsApp

Grupos de WhatsApp se tornaram plataformas para o comércio ilegal de armas, drogas e veículos, ligados ao Comando Vermelho.

Grupos de WhatsApp têm se tornado plataformas para o comércio ilegal de produtos variados, como armas, drogas e veículos, frequentemente associados a facções criminosas, como o Comando Vermelho. Recentemente, uma investigação revelou a dinâmica caótica desses grupos, que incluem ofertas de itens como celulares e animais, além de alertas sobre infiltrações policiais e a necessidade […]

Grupos de WhatsApp têm se tornado plataformas para o comércio ilegal de produtos variados, como armas, drogas e veículos, frequentemente associados a facções criminosas, como o Comando Vermelho. Recentemente, uma investigação revelou a dinâmica caótica desses grupos, que incluem ofertas de itens como celulares e animais, além de alertas sobre infiltrações policiais e a necessidade de transações em áreas seguras.

No grupo Monopólio RJ Venda de Tudo, um membro anunciou a venda de uma submetralhadora GHK Calibre 40 e uma pistola 9mm por R$ 12 mil. Outros itens à venda incluem celulares, drogas e veículos, com cerca de 22% das ofertas relacionadas a celulares e 20% a armas e munições. A pesquisa revelou que esses grupos operam como verdadeiras plataformas de compra e venda, com a participação de membros ligados ao Comando Vermelho.

Os administradores do grupo alertam sobre a presença de infiltrados, sugerindo que as transações sejam realizadas pessoalmente em locais conhecidos como “quadrados”, áreas seguras nas favelas onde traficantes se encontram para negociar sem medo de emboscadas. A segurança dessas transações é garantida pela territorialidade da facção, conforme explica Carolina Grillo, pesquisadora do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da UFF.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro monitora essas atividades, mas não confirmou se utiliza os grupos para obter informações. A Meta, responsável pelo WhatsApp, afirmou que não permite o uso do aplicativo para atividades ilícitas, mas os grupos continuam ativos. O comércio de veículos roubados, por exemplo, é comum, com ofertas de carros a preços muito abaixo do mercado, indicando sua origem criminosa.

Além disso, o comércio de celulares e ouro também é significativo, com 25% das ofertas relacionadas a celulares, refletindo um aumento de 34% nos roubos desse tipo de produto na cidade. O Comando Vermelho está diretamente envolvido nesse comércio, que se estende a drogas e armas, com a facção movimentando bilhões em atividades ilegais.

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