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Criminosos do Comando Vermelho fogem pela mata durante operação na Rocinha

Cerca de 400 traficantes armados fugiram pela mata da Rocinha durante operação do Bope, revelando articulação do Comando Vermelho com o Ceará.

Cerca de 400 traficantes armados fugiram pela mata da Rocinha durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no último sábado, 31. A ação, que envolveu 400 policiais e drones, visava desmantelar a articulação entre o Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro e traficantes cearenses. Apesar da mobilização, apenas uma prisão foi […]

Cerca de 400 traficantes armados fugiram pela mata da Rocinha durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no último sábado, 31. A ação, que envolveu 400 policiais e drones, visava desmantelar a articulação entre o Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro e traficantes cearenses. Apesar da mobilização, apenas uma prisão foi realizada.

Imagens de drones mostraram os criminosos, muitos vestidos com roupas camufladas, fugindo pela vegetação densa. A operação revelou a presença de mansões de luxo na comunidade, que serviam como abrigo para líderes do tráfico cearense. Entre os alvos, estava Anastácio Paiva Pereira, conhecido como Doze, um dos principais chefes do CV no Ceará.

Os promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ceará afirmaram que os traficantes cearenses pagavam cerca de R$ 100 mil para operar na Rocinha. Esses criminosos são responsáveis por mais de mil homicídios no Nordeste, utilizando métodos brutais, como esquartejamento de rivais. A operação também buscou cumprir 29 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

A fuga dos traficantes expôs a necessidade de reforço nas operações policiais na Rocinha. O governador do Rio, Cláudio Castro, destacou a importância da integração entre as forças de segurança dos dois estados no combate ao crime organizado. A ação conjunta foi uma resposta a um esquema de “home office do tráfico”, onde os criminosos coordenavam atividades ilícitas a partir do Rio.

As investigações continuam, com a análise de celulares apreendidos e a expectativa de novas operações para desmantelar a rede criminosa que se estabeleceu na Rocinha.

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