Sidney Barbosa, artista forense do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, tem se destacado por seus retratos falados que auxiliam na resolução de crimes. Recentemente, ele contribuiu para a identificação de suspeitos em casos como o assassinato de Bruna Oliveira, utilizando técnicas avançadas de computação gráfica. Barbosa, que começou […]
Sidney Barbosa, artista forense do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, tem se destacado por seus retratos falados que auxiliam na resolução de crimes. Recentemente, ele contribuiu para a identificação de suspeitos em casos como o assassinato de Bruna Oliveira, utilizando técnicas avançadas de computação gráfica.
Barbosa, que começou sua carreira na polícia aos dezesseis anos, já ajudou a resolver casos emblemáticos, como o do Maníaco do Parque e o sequestro de Abílio Diniz. Ele utiliza uma biblioteca de rostos e expressões para criar retratos que podem chegar a 80% de precisão em relação à fisionomia dos suspeitos. O artista destaca a importância de ouvir as vítimas com sensibilidade, já que muitas vezes elas estão em estado de choque.
O processo de criação de um retrato falado leva cerca de uma hora e meia, dependendo da memória da vítima. Sidney explica que, em comparação com o passado, os métodos atuais são mais eficazes. Antes, os retratos eram feitos a partir de traços coletados de fotos, resultando em imagens sem realismo. Hoje, a tecnologia permite uma abordagem mais precisa e detalhada.
Avanços Tecnológicos
Sidney também utiliza imagens de câmeras de segurança para aprimorar a qualidade dos retratos. No caso de Bruna, ele trabalhou com frames de baixa qualidade, melhorando-as para criar um retrato referenciado que levou à identificação de Esteliano José Madureira, um suspeito com antecedentes criminais. Infelizmente, ele foi encontrado morto dias depois.
O artista forense ressalta que o retrato falado não é uma prova, mas um indício que pode direcionar investigações. “Ele afunila a investigação e ajuda a chegar com mais precisão à identificação,” afirma Sidney. A sensibilidade do investigador ao analisar o retrato é crucial para o sucesso da identificação.
Atualmente, Sidney realiza cerca de 20 retratos por mês, um número reduzido em relação ao passado, quando a demanda era muito maior. Ele observa que a presença de câmeras de segurança na cidade diminuiu a necessidade de retratos falados, mas a qualidade das imagens captadas continua a melhorar.
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