A explosão de um cilindro de gás natural veicular (GNV) em um veículo no Centro do Rio de Janeiro resultou na morte de duas pessoas. O acidente ocorreu no último sábado, dia 7, durante o abastecimento do carro em um posto na Praça da Cruz Vermelha. O motorista, Guaraci Ferreira Costa, de 64 anos, morreu […]
A explosão de um cilindro de gás natural veicular (GNV) em um veículo no Centro do Rio de Janeiro resultou na morte de duas pessoas. O acidente ocorreu no último sábado, dia 7, durante o abastecimento do carro em um posto na Praça da Cruz Vermelha. O motorista, Guaraci Ferreira Costa, de 64 anos, morreu no mesmo dia. O frentista, Paulo dos Santos, de 61 anos, estava internado em estado grave e faleceu no domingo, dia 8.
A explosão causou danos em prédios próximos, incluindo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câmeras de segurança registraram o momento do acidente, que ainda está sendo investigado pela Polícia Civil. A perícia já foi realizada e testemunhas estão sendo ouvidas para apurar as causas do rompimento do cilindro.
De acordo com a Associação Nacional dos Organismos de Inspeção (Angis), a instalação inadequada de kits de GNV é um fator de risco significativo. Claudio Torelli, diretor de comunicação da Angis, destacou que “100% dos acidentes com GNV foram provocados por manipulações não habilitadas”. Ele enfatizou a importância de seguir as normas de segurança e utilizar serviços credenciados.
Desde setembro de 2021, uma lei municipal proíbe o abastecimento de veículos sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No entanto, cerca de 60% dos veículos com GNV no Rio estão irregulares, segundo a Associação dos Organismos de Inspeção Veicular do Rio de Janeiro (Assinsp). A entidade sugere que blitzes sejam realizadas para retirar de circulação veículos com kits irregulares e que os postos só abasteçam veículos com o selo do Inmetro.
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