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Justiça militar condena 9 por roubo de metralhadoras do Exército em São Paulo

Nove condenações marcam desdobramentos do furto de metralhadoras do Exército em Barueri; investigações seguem para localizar armas desaparecidas.

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Nove pessoas foram condenadas pela Justiça Militar pelo furto de metralhadoras do Exército em Barueri, São Paulo, em setembro de 2023. Entre os condenados, quatro são militares e cinco são civis, com penas que vão de seis meses a 18 anos de prisão. As investigações mostraram que 21 armas, incluindo metralhadoras poderosas, foram roubadas do Arsenal de Guerra, e até agora, duas metralhadoras ainda estão desaparecidas. Os dois cabos do Exército, considerados os principais responsáveis, foram sentenciados a 17 anos e 4 meses de prisão. Um tenente recebeu nove meses de prisão por não permitir a revista de veículos, e um tenente-coronel foi suspenso por seis meses por negligência. As investigações revelaram que os militares aproveitaram um feriado para cometer o crime e que o armamento foi vendido a facções criminosas. O Exército já puniu 38 militares administrativamente. As investigações continuam para encontrar as armas restantes e responsabilizar todos os envolvidos.

A Justiça Militar condenou nove pessoas pelo furto de metralhadoras do Exército em Barueri, São Paulo, ocorrido em 7 de setembro de 2023. Entre os condenados, quatro são militares e cinco civis, com penas que variam de seis meses a dezoito anos de prisão. O caso ainda pode ser contestado em instâncias superiores.

As investigações revelaram que 21 armas, incluindo 13 metralhadoras .50 e oito de calibre 7,62, foram subtraídas do Arsenal de Guerra. As metralhadoras .50 têm capacidade antiaérea, podendo derrubar helicópteros. Até o momento, duas metralhadoras continuam desaparecidas. A Polícia Civil do Rio de Janeiro recuperou oito armas em outubro de 2023.

Os dois cabos do Exército, apontados como principais executores do crime, foram condenados a 17 anos e 4 meses de prisão. Um tenente, que comandava a Seção de Inteligência, recebeu nove meses de prisão por emitir ordens que impediram a revista de veículos. Um tenente-coronel, responsável pelo Arsenal, foi suspenso por seis meses devido à negligência.

Desdobramentos das Investigações

As investigações indicam que os militares aproveitaram a ausência de expediente no feriado para arrombar o depósito e retirar as armas. Após o furto, o Exército puniu 38 militares administrativamente, com penas que variam de um a 20 dias de prisão disciplinar.

A venda do armamento foi negociada com facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, conforme informações do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. A Justiça Militar acolheu a denúncia da 2ª Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo, resultando nas condenações.

As investigações continuam em andamento, com o objetivo de localizar as armas restantes e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

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