Um estudo recente encontrou uma ligação entre a força do campo magnético da Terra e os níveis de oxigênio na atmosfera. Pesquisadores analisaram dados de 500 milhões de anos e perceberam que as mudanças no campo magnético acompanham as variações na quantidade de oxigênio. O grupo, liderado pelo cientista Benjamin Mills da Universidade de Leeds, acredita que isso pode indicar um mecanismo desconhecido que afeta ambos os fenômenos. Os níveis de oxigênio aumentaram há cerca de 2,5 bilhões de anos com o surgimento de organismos que fazem fotossíntese, mas só nos últimos 540 milhões de anos esses níveis se tornaram adequados para a respiração de muitos animais. Para entender melhor essa relação, os cientistas estudaram depósitos de carvão antigos, que ajudam a mostrar a quantidade de oxigênio no passado. Além disso, eles analisaram como o campo magnético mudou ao longo do tempo usando rochas vulcânicas. A pesquisa sugere que o campo magnético pode ajudar a proteger a atmosfera, mas a perda de oxigênio devido a uma diminuição do campo seria pequena em comparação com a produção de oxigênio pela fotossíntese. Essa descoberta pode ajudar a entender como a dinâmica da Terra influencia a vida no planeta.
Um estudo recente revela uma correlação intrigante entre a intensidade do campo magnético da Terra e os níveis de oxigênio na atmosfera. Pesquisadores analisaram registros geológicos dos últimos 500 milhões de anos e descobriram que as variações no campo magnético parecem acompanhar as mudanças na abundância de oxigênio. A pesquisa foi publicada na revista *Science Advances* em 13 de junho.
Os cientistas, liderados pelo biogeocientista Benjamin Mills, da Universidade de Leeds, sugerem que essa relação pode indicar um mecanismo ainda desconhecido que afeta ambos os fenômenos. “Não temos uma explicação clara para isso”, afirma Mills. A pesquisa pode ajudar a entender melhor a evolução da vida na Terra e auxiliar astrônomos na busca por sinais de vida complexa em outros planetas.
Os níveis de oxigênio começaram a aumentar na atmosfera há cerca de 2,5 bilhões de anos, quando organismos fotossintetizantes começaram a se desenvolver. No entanto, apenas nos últimos 540 milhões de anos os níveis de oxigênio se tornaram adequados para a respiração da maioria dos animais. Para reconstruir os níveis de oxigênio do passado, os pesquisadores analisaram depósitos de carvão antigos, que indicam a frequência de incêndios florestais, um fator relacionado à concentração de oxigênio.
Variações no Campo Magnético
Os geofísicos também estudaram como a intensidade e a direção do campo magnético mudaram ao longo da história da Terra. Isso foi feito através da análise de rochas vulcânicas, que preservam a orientação dos cristais magnéticos formados durante a solidificação da lava. A equipe de Mills, que incluiu especialistas da NASA e da Universidade de Washington, encontrou uma forte correlação entre os níveis de oxigênio e a intensidade do campo magnético nos últimos milhões de anos.
Embora a pesquisa sugira que o campo magnético pode ter um papel na proteção da atmosfera contra a perda de gases para o espaço, os cientistas alertam que a perda de oxigênio devido a uma diminuição drástica do campo seria pequena em comparação com a produção de oxigênio pela fotossíntese. A descoberta abre novas possibilidades para entender como a dinâmica interna da Terra pode influenciar a habitabilidade do planeta.
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