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Ativistas denunciam abusos e desaparecimento durante marcha por Gaza no Egito

Ativistas da Marcha Global por Gaza enfrentam sequestro e agressões no Egito, enquanto organizadores pedem libertação imediata.

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Ativistas internacionais da Marcha Global por Gaza foram sequestrados e agredidos por forças de segurança egípcias em um café no Cairo. Três ativistas, dois da Noruega e um da Espanha, foram detidos, com os noruegueses sendo deportados, enquanto o destino do espanhol permanece desconhecido. Os organizadores da marcha, que reúne mais de 4 mil pessoas de 80 países para destacar a crise em Gaza, exigem a libertação imediata dos detidos e suspenderam suas atividades no Egito. Os ativistas relataram que foram vendados, agredidos e interrogados, com um deles sofrendo abusos mais graves. Desde a chegada ao Egito, muitos participantes enfrentaram deportações e bloqueios para acessar a Faixa de Gaza. Fontes de segurança egípcias negaram o uso de violência nas detenções e afirmaram que cerca de 400 pessoas já foram deportadas. As autoridades não comentaram as acusações, mas o Ministério das Relações Exteriores disse que é necessário obter autorização para acessar a região de Rafah por questões de segurança.

Organizadores da Marcha Global por Gaza relataram, nesta terça-feira, que ativistas internacionais foram sequestrados e agredidos por forças de segurança egípcias. O incidente ocorreu em um café no Cairo, onde três estrangeiros foram detidos. A marcha, que começou no início do mês, reúne mais de 4 mil ativistas de cerca de 80 países para chamar atenção à crise humanitária na Faixa de Gaza.

Os ativistas detidos são Jonas Selhi e Huthayfa Abuserriya, da Noruega, e Saif Abukeshek, um cidadão espanhol de origem palestina. Enquanto Selhi e Abuserriya foram deportados, o paradeiro de Abukeshek permanece desconhecido. Os organizadores exigem a libertação imediata de todos os participantes detidos e anunciaram a suspensão das atividades no Egito.

De acordo com relatos, os três homens foram vendados, agredidos fisicamente e interrogados. Abukeshek teria sofrido abusos mais severos. Desde a chegada ao Egito, muitos participantes da marcha enfrentaram interrogatórios em aeroportos e deportações, além de bloqueios que dificultam o acesso à Península do Sinai, que leva à Faixa de Gaza.

Fontes de segurança egípcias, que pediram anonimato, negaram que as detenções tenham ocorrido com violência, afirmando que cerca de 400 pessoas já foram deportadas e menos de 30 permanecem detidas. As autoridades egípcias não comentaram oficialmente as acusações até o momento. O Ministério das Relações Exteriores já havia informado que o acesso à região de Rafah requer autorização prévia por motivos de segurança. Os organizadores afirmam ter tentado obter essa autorização pelos canais apropriados.

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